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Assassino de juíza tem os bens bloqueados

Há três meses, a juíza chegou a denunciar o ex-marido por lesão corporal e ameaças
Crédito da foto: Reprodução / Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou R$ 640 mil de Paulo José Arronenzi, engenheiro que matou a facadas sua ex-mulher, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi. O entendimento para justificar o bloqueio foi de que, por ter cidadania italiana, o assassino poderia, mesmo preso, transferir dinheiro para o país europeu por meio de terceiros. Esse valor, agora, passa a ficar disponível para uma futura indenização por danos morais e para garantir o sustento das três filhas do casal — que presenciaram, no último dia 24, o feminicídio da mãe.

O pedido de arresto foi feito pelas meninas, todas menores de idade, em nome da avó, e concedido no sábado (26) pelo juiz João Guilherme Chaves Rosas Filho durante o Plantão Judiciário. O processo está sob segredo de Justiça.

Filmado por uma testemunha, o crime ocorreu na quinta-feira, 24, na frente das filhas — duas gêmeas de 7 anos e uma de 9 anos — na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. O corpo de Viviane foi cremado na manhã de sábado.

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Há três meses, a juíza chegou a denunciar o ex-marido por lesão corporal e ameaças. O próprio TJ providenciou uma escolta para Viviane, mas ela abriu mão da proteção. Em 2007, uma ex-namorada de Paulo José Arronenzi já havia denunciado o engenheiro por agressão. (Estadão Conteúdo)

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