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Araraquara decreta ‘lockdown total’ por 60 horas

Araraquara decreta ‘lockdown total’ por 60 horas
Fiscalização é feita nas ruas da cidade a quem sai de casa. Crédito da foto: Divulgação / Prefeitura de Araraquara

Depois de registrar cinco mortes pela Covid-19 na sexta-feira, em mais um dia de UTIs lotadas, a prefeitura de Araraquara, interior de São Paulo, decidiu decretar “lockdown total” por 60 horas. Do meio-dia de hoje à meia-noite de terça-feira fecham bancos, indústrias, supermercados, postos de combustíveis e todo comércio, além dos serviços públicos não essenciais.

Carros e ônibus do transporte não podem circular. Conforme o decreto, publicado ontem, quem for flagrado fora de casa terá de comprovar com documentos a situação de emergência.

Pelo novo decreto, só podem abrir farmácias e estabelecimentos de saúde. Os postos de combustível só poderão abastecer veículos dos serviços públicos municipais, estaduais e federais, incluindo a Polícia Militar. As pessoas terão licença para sair de casa para atendimento médico, compra de remédio e trabalho em serviço essencial. Quem for pego e não apresentar provas da necessidade será multado em até R$ 6 mil.

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A cidade permanece na fase vermelha do Plano São Paulo de enfrentamento do coronavírus, o programa estadual de reabertura econômica da gestão João Doria (PSDB). As medidas municipais, porém, são ainda mais restritivas.

Em rede social, o prefeito Edinho Silva (PT) disse que o aumento nos casos e o colapso na rede hospitalar impuseram a necessidade de ampliar o lockdown em vigor desde segunda-feira, dia 15. “Estamos falando de um momento em que famílias estão chorando a morte de seus entes, que só nós podemos juntos tirar Araraquara dessa situação”, afirmou.

O prefeito lembra que as novas contaminações geram impactos sobre os leitos depois de uma semana. Após o anúncio de novos leitos pelo governo do Estado na semana passada, a prefeitura segue em busca de mais médicos. E, no entanto, não conseguirá suprir a necessidade de atendimentos a menos que a curva de contaminação seja quebrada. Edinho teme que a maior número de casos e de mortes esteja relacionado à nova cepa e que passe a ser um fenômeno estadual. “Essa doença é tão terrível, que ela te tira a coisa mais barata que existe e a mais vital, que é o oxigênio”, reforça. (José Maria Tomazela e Everton Sylvestre – Estadão Conteúdo)

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