Brasil Covid-19

53 cidades paulistas estão com UTIs Covid lotados

53 cidades paulistas não têm vagas em UTI
Ampliação de leitos de internação no Estado não é suficiente. Crédito da foto: Andre Coelho / Arquivo AFP

Um levantamento do governo de São Paulo aponta que 53 dos 105 municípios com leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estão com 100% de ocupação. A lista inclui cidades da região metropolitana de São Paulo, como Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Mairiporã, Carapicuíba e Poá, e também do interior, como Bauru, Ibitinga, Paulínia e Batatais.

Para leitos públicos, a última atualização divulgada pelo governo apontava 1.065 pessoas na fila de espera por uma vaga de internação, das quais cerca de 35% precisam de UTI. O Estado tem 9.184 internados em UTI e outros 11.692 em leitos de enfermaria. Gorinchteyn reiterou que a pandemia tem um comportamento diferente do primeiro semestre de 2020, quando era predominante a internação de idosos e pessoas com doenças que “agravavam a condição clínica”.

Ele voltou a dizer que a ampliação de vagas de internação não é suficiente neste momento. “É de fundamental importância nós termos paciência neste momento. É muito difícil, depois de um ano, nós pedirmos paciência. Muitos deixaram de realizar os seus sonhos, tiveram o seu comércio absolutamente destruído, faliram, e nós estamos dizendo ainda ‘paciência’. Mas nós temos de garantir o nosso maior patrimônio, que é a nossa vida”, lamentou o secretário. “Nunca pedimos com tanto clamor: precisamos estar juntos.”

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Mortes na fila

Neste mês, ao menos 31 pessoas morreram à espera de um leito no Estado, das quais 11 em Taboão da Serra e 6 em Ribeirão Pires, municípios da Grande São Paulo. A taxa de ocupação é de 87,6% em UTI no Estado, média que é de 86,7% na região metropolitana da capital. Em enfermaria, a ocupação é de 66,1% no Estado enquanto é de 74,2% na Grande São Paulo.

João Gabbardo, coordenador do Centro de Contingência, reforçou o cenário preocupante. “Muita gente vai morrer. Não vai ter leito para todo mundo. E os médicos vão ter de optar por quem vai ocupar esses leitos.” (Priscila Mengue – Estadão Conteúdo)

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