O que é compulsão alimentar e como tratar?
A compulsão alimentar é diagnosticada quando uma pessoa tem necessidade de comer alimentos em grandes quantidades, sem estar com fome.
Quem sofre com esse tipo de transtorno pode apresentar sensação de tristeza, culpa e isolamento social, reduzindo o bem-estar físico e mental.
Quando o tratamento não é feito corretamente, o paciente pode agravar o quadro com doenças mais graves, como obesidade e diabetes.
Os transtornos como compulsão alimentar, bulimia e anorexia atingem quase 4,7% da população em geral. Porém, podem alcançar 10% da população mais jovem, de acordo com Ministério da Saúde.
Mas como lidar com a compulsão alimentar?
Quais são os melhores tipos de tratamentos?
É isso que discutiremos nos próximos tópicos. Acompanhe!
O que é compulsão alimentar?
A compulsão alimentar é alimentar, ocorre quando um indivíduo consome uma grande quantidade de comida, mesmo quando não está com fome.
Durante as crises, o paciente come com agilidade, até se sentir exageradamente empanzinado.
Esse comportamento, em grande parte dos casos, gera desconforto, sentimentos de culpa e constrangimento pelo consumo de alimentos.
Tal transtorno pode provocar ainda o ganho de peso, bem como, contribuir para o surgimento de outros distúrbios psicológicos (bulimia e depressão).
Geralmente, a compulsão alimentar é causada por crises de ansiedade, dietas muito restritas ou problemas hormonais.
Quais são os principais sintomas?
- Comer mais rápido do que o normal;
- Prosseguir com a refeição, mesmo quando não está com fome;
- Desejo imensurável ao comer;
- Comer sozinho ou escondido das outras pessoas;
- Comer alimentos estranhos como feijão cru ou um pote de manteiga;
- Tristeza ou culpa por comer demais.
Qual o tratamento?
O tratamento para a compulsão alimentar deve ser multidisciplinar, ou seja, conduzido por um médico, psicólogo e nutricionista.
Primeiro, o psicólogo ajuda o paciente a identificar os motivos pelos quais ocorreram a compulsão alimentar.
Dessa forma, o profissional pode trabalhar esses pontos durante a terapia. Se houver necessidade, o médico prescreve um fármaco para auxiliar o tratamento.
Também é vital recorrer a um nutricionista. Ele indicará como deve ser o consumo dos alimentos, qual a quantidade certa e quais sãos os melhores períodos do dia para fazer as refeições.
Aliado ao apoio dos profissionais, o paciente também precisa fazer atividade física. Ela é importante para aliviar os sintomas da ansiedade.
Naturalmente, melhora o humor e exclui o desejo incontrolável por comida.
Quais são os riscos da compulsão alimentar?
- Obesidade;
- Cálculo renal quando o paciente consome muito cálcio;
- Diminuição da capacidade respiratória;
- Doenças ( diabetes tipo 2, hipertensão e níveis de colesterol alto);
- Gastrite;
- Hérnia de hiato;
- Infertilidade;
- Insuficiência cardíaca e problemas vasculares;
- Outros distúrbios alimentares (bulimia ou anorexia);
- Transtornos psicológicos (depressão e transtorno obsessivo compulsivo).
Como prevenir a compulsão alimentar?
- Procure se alimentar em horários fixos, três vezes ao dia e com intervalo mínimo de 5 horas entre elas;
- Coma com calma, mastigue mais vezes e devagar;
- Relaxe antes de iniciar a refeição;
- Priorize os legumes, frutas e verduras assados e cozidos no lugar de frituras;
- Coma alimentos naturais e integrais ao invés de processados;
- Monte pratos bem coloridos;
- Tenha sono de qualidade;
- Pratique exercícios físicos com regularidade;
- Beba bastante água;
- Capriche nas fibras alimentares.
Nem sempre mudar os hábitos alimentares é uma tarefa fácil. Por isso, o mais indicado é contar com o auxílio de profissionais que são referência em nutrição, como a Bettina Moritz.
Atuo há mais de 17 anos, atendendo pacientes em consultório, além de compartilhar meu conhecimento como docente do curso de Pós-Graduação em Nutrição Clínica e na Pós-Graduação da Concepção à Adolescência.
Sou Graduada em Nutrição e Educação Física, fiz Mestrado em Nutrição e Doutorado em Neurociências.
Também pós-graduada em Nutrição Funcional, Fitoterapia, Nutrição Clínica, Nutrição Ortomolecular, Fisiologia do Exercício e Nutrição Esportiva Funcional.
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