O Banco Central estuda novas medidas para reforçar a segurança do Pix em operações realizadas durante a madrugada. Uma das propostas prevê bloquear temporariamente valores considerados elevados na conta do destinatário. A retenção poderia durar até 72 horas para análise de possíveis fraudes.
A proposta não tem valor mínimo ou horário definidos até o momento. O BC pretende estabelecer critérios obrigatórios para que bancos e fintechs identifiquem transferências com maior risco. A ideia é dificultar golpes digitais, roubos e operações feitas sob ameaça.
Medida ainda está em discussão
Atualmente, as instituições financeiras possuem autonomia para definir boa parte dos parâmetros utilizados na identificação de transações suspeitas. Segundo o BC, essa diferença entre os critérios pode criar brechas de segurança. A intenção é estabelecer padrões mínimos, sem impedir controles adicionais de cada instituição.
O bloqueio, caso seja adotado, deverá ocorrer na instituição que recebe o dinheiro. O remetente poderia concluir normalmente o Pix, enquanto o destinatário teria o valor temporariamente indisponível. Durante esse intervalo, o banco faria verificações para avaliar se houve irregularidade.
Horário e sequência de transferências serão avaliados
Além do valor e do período em que a operação acontece, o BC considera outros sinais de risco. Uma sequência de transferências realizadas em pouco tempo poderá entrar nos critérios de análise. A combinação de diferentes fatores ajudaria a identificar movimentações fora do padrão.
Também está em avaliação uma alternativa para empresas e clientes que realmente precisam movimentar quantias elevadas durante a madrugada. Essas pessoas poderiam cadastrar previamente determinadas contas para reduzir bloqueios indevidos. A medida busca preservar a característica de instantaneidade do Pix.

Banco Central prepara outras barreiras
O reforço ocorre após episódios de ataques ao sistema financeiro, incluindo a invasão da C&M Software em 2025, que resultou em desvios estimados em cerca de R$ 800 milhões. Apesar disso, os dados do BC mostram queda nas fraudes confirmadas. A taxa passou de 11 para 4,2 ocorrências por 100 mil transações.









