Equipes das Séries A e B estão em tratativas com o Poder Executivo para obter suporte frente a um cenário de desequilíbrio Econômico. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atua como mediadora no processo, mantendo-se fora do papel de agente financiador das medidas. Assim poderia ocorrer a liberação de dinheiro para Corinthians, Flamengo, São Paulo e outros.
Trata-se de uma movimentação que ocorre paralelamente à análise de uma Medida Provisória pelo Governo Federal visando restringir o funcionamento de bets. O impacto Econômico dessa eventual proibição motiva a busca por auxílio, visto que o setor responde por cerca de R$ 1 bilhão anuais em patrocínios na Série A.
Possibilidade de socorro via BNDES
Operações de crédito pelo BNDES compõem a estratégia principal debatida pelos cartolas para mitigar dívidas de forma ampla. Diferente de um modelo de REFIS restrito a impostos, o plano prevê recursos com custos menores aos praticados em bancos privados.
Investimentos em infraestrutura também surgem como alternativa de apoio às agremiações com menos passivos acumulados. O argumento central para o acesso a esse crédito reside na aplicação do regulamento de Fair Play Financeiro, que exige maior controle e transparência na gestão.
Articulação e próximos passos
Lideranças de Corinthians e Internacional, clubes que enfrentam situações delicadas com transfer bans da Fifa, conduzem os diálogos com o Ministério do Esporte. O suporte técnico de um estudo da EY, promovido pelo CEO do Atlético-MG, Pedro Daniel, fundamenta as demandas apresentadas pelo grupo aos órgãos competentes.
Nenhuma definição sobre montantes ou regras específicas foi oficializada até o momento. A tendência é que o desenrolar das conversas ocorra após o dia 25 de outubro, data em que se encerra o segundo turno das eleições no país.
O temor de que a possível interrupção das atividades das empresas de apostas esportivas fragilize ainda mais o caixa das instituições esportivas impulsiona a urgência destas negociações iniciadas no último mês.









