Os irmãos Joesley e Wesley Batista estão entre os interessados na reativação da Malha Oeste, ferrovia que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo. O projeto deverá ser levado a leilão pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pode envolver cerca de R$ 35 bilhões em investimentos.
O interesse do grupo J&F está relacionado principalmente ao potencial de transporte de cargas pela ferrovia. Um dos trechos considerados estratégicos é o que liga as minas de Corumbá ao porto Gregório Curvo, em Porto Esperança, região com forte atividade de mineração.
A estrutura também poderia atender empresas ligadas ao próprio grupo dos irmãos Batista. A J&F controla a Eldorado Brasil, empresa de celulose instalada em Três Lagoas, além de negócios da JBS e da Seara no Estado. Com isso, a retomada dos trilhos poderia ampliar as alternativas de transporte para diferentes cargas.
A J&F, no entanto, não é a única empresa interessada no negócio. Rumo, MRS Logística e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) também aparecem entre os grupos que demonstraram interesse na concessão da Malha Oeste. A definição de quem ficará responsável pela operação dependerá do processo de leilão.
Segundo informações divulgadas sobre o projeto, a expectativa é que o edital seja publicado até dezembro de 2026, com a disputa prevista para ocorrer antes do fim do primeiro semestre de 2027. As condições finais ainda dependem das etapas de estruturação da concessão.
A estimativa de R$ 35 bilhões corresponde aos investimentos necessários para a recuperação e reativação da ferrovia, e não ao preço que será pago pelos irmãos Batista para assumir o negócio. Parte dos recursos deverá ser destinada pelo Governo Federal, enquanto o restante deverá ser viabilizado pela concessão.
A Malha Oeste está com as operações de transporte paralisadas desde dezembro de 2025. O projeto busca recuperar a estrutura e devolver à ferrovia uma função importante no transporte de minério, celulose e outras cargas entre Mato Grosso do Sul e São Paulo.









