Eletricidade está no centro das atenções após as últimas atualizações divulgadas sobre o tema. O governo da Espanha estuda dois projetos inovadores que pretendem usar água do oceano para gerar energia elétrica em grande escala.
Segundo dados do Diariouno, o investimento total previsto para estas estruturas atinge 73 milhões de euros, montante que equivale a cerca de R$ 427,4 milhões na cotação atual. Essa tecnologia de bombeamento funciona de forma similar às centrais reversíveis tradicionais.
Quando existe excedente na rede, a energia é utilizada para levar água até depósitos construídos em altitudes elevadas na montanha. Nos momentos de maior demanda, esse fluxo é liberado por tubulações para acionar turbinas geradoras de eletricidade.
Detalhes técnicos e o plano de expansão sobre eletricidade
A central de Fonte das Mañas, situada em Oia, terá uma potência projetada de 49,77 megavatios. O complexo inclui uma balsa superior com aproximadamente 236.000 metros quadrados, permitindo uma capacidade de armazenamento que se aproxima de 1,35 hectômetros cúbicos de água marinha.
Já a unidade prevista para Portocelo, em O Rosal, planeja operar com uma potência de 49,95 megavatios. Os promotores buscam inspiração em uma iniciativa experimental desenvolvida em Okinawa, no Japão. Focada principalmente em testar materiais que resistam à corrosão natural provocada pelo contato constante com o sal da água.
Oposição e andamento do licenciamento
Organizações ecologistas, prefeituras e grupos de moradores locais contestam os projetos devido aos riscos para o meio ambiente. As principais preocupações envolvem possíveis danos permanentes ao ecossistema, o impacto visual nas paisagens naturais e o comprometimento de recursos hídricos como manantiais, turberas e aquíferos regionais.
Os procedimentos administrativos avançaram durante 2026 com a abertura de consultas públicas pela Xunta de Galicia entre julho e agosto nos municípios de Oia e O Rosal. Contudo, as estruturas ainda não possuem autorização para o início das obras, mantendo todo o processo em fase rigorosa de análise técnica e jurídica.
A infraestrutura não foi desenhada para gerar energia de forma ininterrupta, servindo essencialmente como um sistema de armazenamento estratégico. Com a tramitação em curso, a viabilidade final dependerá das respostas aos milhares de questionamentos apresentados por cidadãos.









