Quem recebe o Bolsa Família pode, em algumas situações, ter dúvidas sobre quem está autorizado a movimentar ou sacar o dinheiro. Afinal, nem sempre o titular consegue ir pessoalmente até uma agência, lotérica ou outro ponto de atendimento. Nesses casos, outra pessoa da família pode sacar o benefício?
A resposta depende da situação e da forma como o benefício está sendo movimentado. O pagamento é vinculado ao responsável familiar registrado no Cadastro Único, e o acesso ao dinheiro deve seguir as regras definidas para o benefício.
Quando o pagamento está disponível em conta e o titular possui cartão ou acesso aos canais digitais, o próprio beneficiário pode movimentar os valores. Já quando existe a necessidade de outra pessoa realizar o saque em nome do titular, é preciso observar as regras de representação e autorização aplicáveis.
Em determinadas situações, como quando o beneficiário não pode realizar pessoalmente a movimentação, pode existir a possibilidade de um representante legal ou procurador devidamente reconhecido realizar procedimentos em seu nome. Não basta, portanto, ser filho, marido, esposa, irmão ou outro parente do beneficiário.
Outro ponto importante é que o responsável familiar deve manter seus dados atualizados. Caso haja mudança na composição da família, endereço ou situação cadastral, a informação precisa ser comunicada para evitar problemas no recebimento.
Também é importante não entregar cartão, senha ou dados de acesso a terceiros de maneira informal. Mesmo sendo uma pessoa de confiança, o compartilhamento dessas informações pode trazer riscos de fraude ou movimentações não autorizadas.
Por isso, antes de pedir que outra pessoa faça o saque, o beneficiário deve verificar qual procedimento é permitido para sua situação e quais documentos podem ser exigidos. Ser familiar do titular, por si só, não significa que a pessoa tenha autorização automática para sacar o Bolsa Família.









