Brasil e China mantêm uma parceria que envolve diferentes áreas, desde o comércio exterior até investimentos e grandes obras de engenharia. O país asiático também é o principal destino das exportações brasileiras, recebendo produtos como soja, petróleo, minério de ferro, carnes e celulose. Agora, uma pesquisa desenvolvida por cientistas chineses chama atenção por apresentar um projeto militar de grande alcance.
O estudo propõe um tanque de aproximadamente 60 toneladas equipado com um pequeno reator nuclear e um canhão eletromagnético capaz de lançar projéteis a velocidades de até 3,5 quilômetros por segundo.
De acordo com as simulações dos pesquisadores, a arma teria potência de 50 megajoules e poderia alcançar aproximadamente 450 quilômetros de distância. Apesar dos números, o projeto ainda está no campo experimental e não representa um tanque operacional.
O veículo teria um reator modular com cerca de 10 megawatts de potência térmica. A energia seria utilizada para movimentar o blindado e alimentar seus sistemas elétricos, principalmente o canhão eletromagnético.
Tanque nuclear seria desenvolvido em etapas
A proposta prevê uma evolução gradual da tecnologia. Antes de 2035, a primeira versão utilizaria um motor a diesel de 1.500 cavalos e um canhão de 10 megajoules, com alcance projetado de aproximadamente 150 quilômetros.
Entre 2035 e 2045, a segunda etapa elevaria a potência para 20 megajoules e o alcance teórico para cerca de 300 quilômetros. Também seriam incorporados sistemas mais avançados de armazenamento de energia.
A versão nuclear ficaria para depois de 2045 e seria a fase mais complexa. O projeto precisaria acomodar o reator, a blindagem contra radiação, os sistemas de refrigeração e os equipamentos capazes de armazenar e converter grandes quantidades de energia dentro de um veículo de 60 toneladas.
Por enquanto, a proposta permanece no campo tecnológico e ainda dependeria de novos testes em escala real para avançar.









