O atacante Pedro vive momento de instabilidade no Flamengo, coincidindo com a negativa da diretoria em relação ao seu pedido de reajuste salarial. Mesmo ocupando a posição de vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 15 gols, o camisa 9 enfrenta um jejum de cinco partidas sem balançar as redes adversárias.
O descontentamento do atleta se justifica pela disparidade financeira em relação a outros nomes do elenco rubro-negro. O jogador fatura mensalmente R$ 1,250 milhão, um valor inferior ao recebido por concorrentes diretos no setor ofensivo, como Bruno Henrique, que recebe R$ 1,5 milhão por mês.
Diferenças salariais e mercado em torno de Flamengo
A folha de pagamento do clube revela que Samuel Lino se destaca com vencimentos na casa dos R$ 2,3 milhões mensais, ele tem 9 gols no Brasileirão. O atacante Everton Cebolinha, antes de ser negociado com o Santos, também recebia quantia superior à de Pedro, embolsando mensalmente R$ 1,5 milhão.
Além dos atacantes citados, atletas de outros setores do campo, como Paquetá, Saul, Jorginho e Arrascaeta, figuram em um patamar salarial mais elevado. Esse cenário financeiro coloca o camisa 9 em uma posição de desvantagem evidente dentro da estrutura econômica atual do plantel flamenguista.
Proposta internacional e futuro
Uma oferta vinda do Trabzonspor mexeu com os bastidores do clube no final do mês passado. O clube turco ofereceu pagar quatro vezes mais ao atleta, que formaria parceria ofensiva com Salah, conhecido por sua trajetória no Liverpool.
O presidente Bap, entretanto, optou por recusar a proposta de 15 milhões de euros fixos, acrescida de 5 milhões de euros em bônus. Aos 29 anos, o centroavante soma 24 gols e oito assistências em 46 partidas nesta temporada, mantendo-se na lista de Carlo Ancelotti para a próxima Data-Fifa.
O Flamengo planeja retomar as conversas sobre o vínculo contratual apenas ao término da temporada, mantendo seu cronograma habitual. Caso a extensão do contrato não ocorra até julho de 2027, o jogador terá liberdade para assinar um pré-acordo com qualquer outra equipe.
Essa movimentação permitiria a saída definitiva sem custos para o Flamengo ao final do próximo ano, deixando o clube vulnerável a perder seu ativo de mercado sem compensação financeira.









