Eike Batista voltou a comentar suas preferências no mundo dos negócios ao revelar qual área não escolheria para iniciar uma empresa atualmente. Em entrevista à influenciadora Priscila Schmidt, o empresário afirmou que não colocaria dinheiro no varejo. A avaliação considera principalmente a forte concorrência do segmento.
O empresário ganhou notoriedade com investimentos em mineração, petróleo, gás, energia e indústria naval por meio do antigo Grupo EBX. Em 2012, sua fortuna chegou a ser estimada em cerca de US$ 30 bilhões. Desde então, sua trajetória empresarial passou por mudanças e ele deixou de ocupar o posto entre os brasileiros mais ricos.
Por que Eike evitaria o varejo
Ao explicar sua escolha, Eike mencionou grandes companhias que atuam no comércio eletrônico, como Shein, Shopee, Alibaba e Mercado Livre. Para ele, essas empresas desenvolveram operações altamente competitivas. A estrutura logística utilizada por elas seria um dos principais obstáculos para novos concorrentes.
O empresário destacou especialmente a capacidade dessas plataformas de entregar produtos diretamente aos consumidores com rapidez e preços competitivos. Na visão apresentada durante a entrevista, competir nesse ambiente exigiria enfrentar empresas já muito consolidadas. Por isso, ele considera mais interessante buscar outros mercados.
A avaliação não significa que Eike considere o varejo um setor ruim para investimentos. O ponto levantado é a dificuldade de entrar nesse mercado disputando espaço com companhias de grande escala. A estratégia, segundo a declaração, passa por escolher segmentos nos quais exista maior possibilidade de diferenciação.

Novos negócios voltam ao radar
Mesmo afastado dos holofotes que marcaram o auge de sua carreira, Eike continua avaliando oportunidades empresariais. O empresário aparece ligado a negociações envolvendo projetos de grande porte no setor de recursos naturais. Entre os empreendimentos citados estão o Porto Sudeste, no Rio de Janeiro.
Outro ativo mencionado é a mina Morro do Ipê, localizada em Minas Gerais. Caso as negociações avancem, os dois projetos podem envolver investimentos de aproximadamente US$ 5 bilhões, equivalentes a cerca de R$ 26 bilhões. Os valores mostram a dimensão das operações que voltaram ao radar do empresário.









