A assinatura de um acordo de cooperação entre Estados Unidos e Paraguai gerou dúvidas sobre uma possível produção de armas nucleares pelo país sul-americano. No entanto, o entendimento firmado trata apenas do uso pacífico da tecnologia nuclear. O documento estabelece regras voltadas à cooperação em áreas civis.
O memorando foi assinado em Washington pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez. A parceria faz parte dos chamados “Acordos 123”. Esse modelo já foi adotado pelos Estados Unidos com diversos países ao longo das últimas décadas.
Cooperação é destinada a fins pacíficos
Os Acordos 123 têm como base a Lei de Energia Atômica dos Estados Unidos, criada em 1954. Eles permitem a transferência de tecnologia e conhecimentos relacionados à energia nuclear para aplicações civis. Entre os usos previstos estão a geração de energia, pesquisas científicas, medicina e atividades agrícolas.
Além de limitar o emprego da tecnologia a finalidades pacíficas, o acordo exige que o país parceiro cumpra as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O Governo dos Estados Unidos também mantém mecanismos de acompanhamento do material nuclear. O objetivo é impedir qualquer utilização para fins militares.
Modelos semelhantes já foram firmados com outras nações, incluindo Brasil, Argentina e México. Dessa forma, o entendimento celebrado com o Paraguai segue um padrão adotado há décadas pela diplomacia norte-americana. A cooperação não envolve autorização para fabricar armamentos nucleares.

Parceria amplia relações entre os dois países
Durante a assinatura do documento, representantes dos dois governos destacaram o fortalecimento das relações bilaterais. Segundo as autoridades, a intenção é ampliar a cooperação em áreas estratégicas e estabelecer parcerias de longo prazo. A aproximação também inclui outros temas de interesse regional.
Além do acordo nuclear, Estados Unidos e Paraguai solicitaram uma reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a situação da Nicarágua. O encontro reforça a agenda conjunta entre os dois países em assuntos diplomáticos. Enquanto isso, a cooperação nuclear permanecerá restrita às aplicações civis previstas no tratado.









