Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou grandes diferenças na remuneração média das forças policiais brasileiras. O estudo compara os salários brutos pagos por estados e pelo Distrito Federal. Os dados foram elaborados com informações fornecidas pelos próprios governos estaduais.
Entre os policiais civis, o Amazonas aparece na liderança do ranking salarial, enquanto Minas Gerais ocupa a última posição. Já nas polícias militares, Goiás registra a maior média de vencimentos, e o Piauí apresenta o menor valor. O estudo integra a publicação “Raio-X das Forças de Segurança”.
Amazonas e Goiás lideram remuneração
Segundo o levantamento, os policiais civis recebem, em média, R$ 15.512,52 no país. O Amazonas ocupa o primeiro lugar, com média de R$ 26.824,02, seguido por Tocantins e Mato Grosso. Minas Gerais, Paraíba e Acre aparecem entre os menores salários da categoria.
Na Polícia Militar, a remuneração média nacional é de R$ 10.329,61. Goiás lidera o ranking com vencimentos médios de R$ 15.685,47, à frente do Distrito Federal e de Tocantins. Piauí, Paraíba e Maranhão registram as menores médias salariais entre os militares estaduais.
Os pesquisadores destacam que alguns estados não enviaram todas as informações solicitadas. Por esse motivo, o estudo utilizou principalmente os salários brutos informados pelas administrações estaduais. Os valores representam a média de diferentes cargos e patentes das corporações.

Levantamento também aponta déficit de efetivo
Além da remuneração, o relatório identificou falta de profissionais nas polícias brasileiras. O efetivo das polícias militares está cerca de 34% abaixo do previsto pelas legislações estaduais. Nas polícias civis, a defasagem chega a aproximadamente 45% em relação ao número considerado necessário.
O documento também mostra que o Brasil possui cerca de 818 mil profissionais nas forças de segurança pública. Houve crescimento das Guardas Civis Municipais, enquanto Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal registraram redução no efetivo entre 2023 e 2025. O estudo ainda destaca desafios relacionados à distribuição territorial dos agentes e à participação feminina em cargos de comando.









