A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o menor índice registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.
O levantamento mostra uma melhora em relação ao primeiro trimestre do ano, quando a taxa de desocupação estava em 6,1%. Na comparação anual, o cenário também apresentou avanço, já que no mesmo intervalo de 2025 o indicador havia alcançado 5,8%.
Com a redução do desemprego, o número de pessoas sem trabalho chegou a 5,9 milhões. O total representa uma queda de 10,9% frente ao trimestre anterior e uma redução de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Número de trabalhadores ocupados aumenta
O mercado de trabalho também registrou crescimento na quantidade de pessoas ocupadas. O país chegou a 103 milhões de trabalhadores, com alta de 1,1% na comparação com os três meses anteriores e aumento de 0,7% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Segundo o IBGE, parte desse avanço foi influenciada pelo aumento dos trabalhadores empregados no setor privado sem carteira assinada. O grupo apresentou crescimento e contribuiu para elevar o número total de pessoas ocupadas no período analisado.
Entre os trabalhadores formais, aqueles com carteira assinada no setor privado tiveram crescimento de 0,6% no trimestre. Já os trabalhadores por conta própria apresentaram alta de 2,2% entre abril e junho, ampliando a participação desse grupo no mercado.

Renda dos trabalhadores apresenta recuo no período
Apesar da queda no desemprego e do aumento da ocupação, o rendimento médio dos trabalhadores apresentou redução no trimestre encerrado em junho. O valor ficou em R$ 3.738, uma queda de 1,5% em comparação com os R$ 3.795 registrados no trimestre anterior.
Na comparação com o mesmo período de 2025, porém, houve crescimento real da renda, com avanço de 2,8%. O nível de ocupação também apresentou melhora, alcançando 58,8%, aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao período entre janeiro e março.









