No próximo domingo (19), os olhos dos torcedores estarão voltados para os Estados Unidos, com a final de mais uma Copa do Mundo, desta vez entre Espanha e Argentina. Falando neste duelo recheado de craques, você sabe qual clube tem terá mais atletas representados na decisão? A resposta vai te surpreender.
A final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina entrará para a história por um motivo além da disputa pelo título. A decisão reúne dez jogadores do Atlético de Madrid, estabelecendo um recorde que não era visto em uma final do torneio há mais de nove décadas.
A bola rola às 16h (horário de Brasília) deste domingo, em Nova Jersey. Pelo lado espanhol, Álex Baena, Grimaldo, Marcos Llorente e Marc Pubill representam o clube madrilenho. Já a Argentina contará com Thiago Almada, Giuliano Simeone, Julián Álvarez, Juan Musso, Nahuel Molina e Nico González, todos integrantes do elenco colchonero.
Com essa marca, o Atlético de Madrid se torna o clube com maior número de atletas em uma final de Copa do Mundo desde 1934. No Mundial disputado na Itália.
Atlético mantém protagonismo em finais de Mundial
Esta será a terceira decisão consecutiva do Mundial em que o Atlético aparece como o clube mais representado entre os finalistas. Em 2018, a equipe espanhola cedeu Griezmann, Lucas Hernández e Thomas Lemar para a França, além de Vrsaljko para a Croácia.
Quatro anos depois, em 2022, Griezmann voltou a disputar a final pelos franceses, enquanto Ángel Correa, Rodrigo De Paul e Nahuel Molina defenderam a Argentina. Agora, em 2026, o número de representantes aumentou significativamente, consolidando o protagonismo do clube nas principais competições internacionais.
A relação entre o Atlético de Madrid e a seleção argentina ganhou um componente ainda mais especial nesta Copa do Mundo. Giuliano Simeone, um dos convocados da Albiceleste, é filho de Diego Simeone, treinador do clube espanhol desde 2011 e um dos maiores ídolos da história da seleção argentina.
Durante a campanha no Mundial, Diego Simeone foi presença constante nas arquibancadas para acompanhar o filho, inclusive na semifinal contra a Inglaterra, quando Giuliano começou entre os titulares.
Outro destaque é Julián Álvarez. O atacante vive um dos momentos mais valorizados da carreira e tem sido alvo de grandes clubes europeus durante a janela de transferências, tornando-se um dos nomes mais comentados do mercado da bola.
Recorde resgata marca histórica de 1934
A última vez que uma final de Copa do Mundo contou com tantos jogadores de um mesmo clube foi em 1934. Naquele torneio, a Tchecoslováquia, vice-campeã mundial, levou 11 atletas de um único time para a decisão: o Estrela Vermelha, sendo oito deles titulares.
Na época, era comum que as seleções fossem formadas majoritariamente por jogadores que atuavam no próprio país. A Itália, campeã daquela edição, também tinha como base a lendária Juventus da década de 1930, responsável por fornecer nove jogadores ao elenco nacional.
Ao longo de toda a Copa de 1934, apenas dois atletas convocados atuavam fora de seus países: o tchecoslovaco Josef Silny, que jogava na França, e o brasileiro Patesko, atacante do Nacional, do Uruguai.
Mais de 90 anos depois, o Atlético de Madrid iguala esse protagonismo histórico e transforma a final entre Espanha e Argentina em um capítulo inédito da história das Copas do Mundo.









