Pessoas cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) responderam pela maior parte dos novos empregos formais criados no Brasil nos primeiros meses de 2026. Os dados mostram que esse público ocupou mais de oito em cada dez vagas abertas no período. Entre os beneficiários do Bolsa Família, a participação também foi expressiva nas novas admissões.
Contratações cresceram entre famílias de baixa renda
De janeiro a abril, o país registrou saldo positivo de quase 700 mil empregos com carteira assinada. Desse total, mais de 610 mil vagas foram preenchidas por trabalhadores inscritos no CadÚnico. Já os beneficiários do Bolsa Família conquistaram mais de 438 mil postos formais durante o mesmo intervalo.
O levantamento foi elaborado a partir do cruzamento de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com os registros do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Os números indicam que trabalhadores em situação de vulnerabilidade tiveram presença significativa nas admissões realizadas pelas empresas.
Outro destaque é a permanência desses profissionais nos empregos conquistados. A proporção de desligamentos foi menor em relação às admissões registradas para o público do CadÚnico. Esse cenário contribuiu para reduzir a rotatividade e ampliar o saldo positivo de vagas formais entre os inscritos.

Estados e setores lideraram a geração de vagas
São Paulo concentrou o maior número de novos empregos no período, seguido por Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia. Juntos, esses estados responderam por grande parte das vagas criadas no país. A Região Sudeste também liderou em quantidade de postos formais.
Entre as atividades econômicas, o setor de serviços foi o principal responsável pelas contratações. Construção civil e indústria apareceram logo depois na geração de empregos. No caso dos beneficiários do Bolsa Família, os segmentos de comércio e indústria também registraram desempenho relevante.









