A definição das datas dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 já despertou dúvidas entre milhões de trabalhadores. Como algumas partidas da fase de grupos acontecerão em dias úteis, muitos brasileiros querem saber se terão direito a deixar o trabalho para acompanhar os confrontos. A resposta depende mais das empresas do que da legislação.
A estreia do Brasil está marcada para um sábado, mas os outros compromissos da fase inicial ocorrerão em uma sexta-feira e em uma quarta-feira. Caso a equipe avance no torneio, novas partidas também poderão coincidir com dias de expediente. Esse cenário costuma gerar negociações entre empregadores e funcionários.
Dia de jogo não é considerado feriado
A legislação trabalhista brasileira não prevê folga automática durante os jogos da Copa do Mundo. Isso significa que as empresas podem manter suas atividades normalmente, independentemente da participação da seleção brasileira. Dessa forma, a jornada de trabalho segue válida como em qualquer outro dia do calendário.
Apesar disso, muitas organizações optam por flexibilizar horários ou liberar parte da equipe para acompanhar as partidas. Algumas permitem que os funcionários assistam aos jogos no próprio ambiente de trabalho. Outras adotam escalas especiais para reduzir impactos na produtividade.
Quando a empresa concede a liberação sem exigir reposição das horas, o período é considerado remunerado normalmente. No entanto, o empregador também pode determinar a compensação posterior da jornada. Nesses casos, as regras precisam ser comunicadas de forma clara aos trabalhadores.

Falta sem autorização pode gerar consequências
Especialistas em Direito do Trabalho alertam que a ausência injustificada continua sujeita às penalidades previstas na legislação. O trabalhador que faltar para assistir a uma partida sem autorização poderá sofrer descontos salariais. Dependendo da situação, também podem ocorrer advertências disciplinares.
Em atividades essenciais, como saúde, transporte e segurança, a flexibilização costuma ser mais limitada. Nesses setores, a continuidade dos serviços é prioridade e as liberações dependem de planejamento prévio. Por isso, o diálogo entre empregado e empregador é apontado como o caminho mais seguro.





