O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou que o horário de verão permanece suspenso e não será retomado para a temporada de 2026/2027. A decisão oficial, que descarta a mudança nos relógios neste fim de ano, consta no relatório de monitoramento da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026.
Essa definição encerra as discussões iniciadas em fevereiro deste ano durante a 315ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Naquela ocasião, o comitê havia estabelecido a ação 10, que previa a realização de novos estudos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para avaliar a pertinência da medida.
Por que o governo não volta com o Horário de Verão
Os levantamentos prospectivos conduzidos pelo ONS e debatidos no CMSE indicaram que a medida não apresenta eficácia para o cenário atual. Em nota de 21 de setembro, o Ministério de Minas e Energia afirmou que a alteração não é estratégia estrutural para suprir a demanda do sistema elétrico nacional.
A pasta concluiu que o benefício de economia de energia e redução de demanda, observado em décadas passadas, deixou de existir. Devido à mudança nos hábitos de consumo, o pico de carga foi deslocado para o período da tarde.
O que muda na rotina dos brasileiros
Quem reside em regiões que historicamente adotavam a mudança, como São Paulo, Rio de Janeiro e estados do Sul e Centro-Oeste, não precisará realizar ajustes em seus cronogramas.
A norma em vigor permanece sendo o Decreto nº 9.772, de 25 de abril de 2019, que oficializou o fim definitivo da prática no território nacional. A rotina de voos, transmissões televisivas e compromissos agendados segue o horário oficial de cada fuso sem interrupções.
A única forma de alterar esse quadro seria a edição de um novo decreto presidencial, ato que até a data desta publicação não foi realizado pelo governo federal. A medida, que estreou em 3 de outubro de 1931 sob o governo de Getúlio Vargas, continua sem previsão de retorno para os próximos meses de verão.









