O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirma que apenas 40% das obras de acesso à ponte bioceânica sobre o Rio Paraguai foram executadas até esta quinta-feira (29).
O projeto, que liga Porto Murtinho ao território paraguaio em Carmelo Peralta, enfrenta atrasos acumulados desde o início das intervenções em setembro de 2024. Apesar de chuvas intensas terem impactado o cronograma, a autarquia federal mantém a previsão de finalizar os trabalhos até o final de 2027.
O investimento total na estrutura soma R$ 499,9 milhões, valor que incluiu uma suplementação orçamentária recente de R$ 28 milhões para a continuidade das frentes de serviço.
Etapas da obra já concluídas pelo DNIT
As equipes finalizaram o canteiro principal, a central de concretagem e o pátio de protensão de vigas, além de limpar a faixa de domínio em 13,63 km. A instalação de cercas delimitadoras e condutoras de fauna também foi concluída, acompanhando os 10,1 km de serviços de terraplenagem já realizados no trecho de 13,1 quilômetros.
Com 97% de conclusão, as OACs (Obras de Arte Correntes), que compreendem bueiros, galerias e passagens de fauna, estão. As sete OAEs, que incluem pontes e viadutos no corredor entre a BR-267 e o Rio Paraguai, permanecem em fase ativa de execução.

Por que a operação atrasou
A plena operação comercial da Rota Bioceânica está prevista apenas para 2028, conforme estimativa da Receita Federal feita em setembro de 2026. Esse prazo estendido reflete a necessidade de finalizar a infraestrutura de controle de fronteira e os sistemas de fiscalização integrada, que dependem de articulação contínua com o governo do Paraguai.
O futuro Centro Integrado de Controle de Fronteira concentrará em território brasileiro os procedimentos migratórios, aduaneiros, sanitários e de segurança. O Paraguai planeja liberar o acesso em fevereiro de 2027.
No Brasil, o DNIT concluirá os acessos rodoviários até 2027. Essa sincronia garantirá a integração dos fluxos internacionais ao final da construção.









