O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), mantido pelo Inmetro, lista modelos de carros mais econômicos disponíveis no mercado nacional atualmente. A avaliação técnica compreende 976 veículos de 43 marcas, todos submetidos a rigorosos testes de laboratório que seguem normas da ABNT.
Essas verificações, baseadas na norma ABNT NBR 7024, simulam condições de condução urbana e rodoviária por meio de dinamômetros de chassi. Para esta análise, foram selecionados apenas veículos com motores a combustão, excluindo tecnologias híbridas ou elétricas, dentro do limite de R$ 100 mil.
Análise do desempenho e eficiência segundo o PBEV
O Chevrolet Onix figura no topo da lista com eficiência superior na estrada, atingindo 17,7 km/l com gasolina na versão flex de seis marchas. Já o Renault Kwid apresenta um custo inicial mais acessível, partindo de R$ 82.790, destacando-se positivamente no consumo urbano com etanol.
Alguns modelos equilibram preço e economia, como o Hyundai i20, que chegou recentemente às concessionárias brasileiras com um consumo urbano de 13,9 km/l usando gasolina. O Citroën C3 também se mantém competitivo na faixa de R$ 88.990, superando conjuntos mais complexos em testes de eficiência energética.

Fatores que impactam o consumo
Configurações de transmissão influenciam diretamente nos resultados observados pelo Inmetro, como ocorre no caso do Chevrolet Onix. Favorecido pela transmissão de seis marchas, presente nas opções manual e automática, o desempenho do hatch em rodovias ganha destaque e melhora sua posição no ranking oficial.
Outros hatchbacks compactos como o Peugeot 208, que custa a partir de R$ 93.990, apresentam variações de performance conforme o tipo de trajeto. Embora o modelo tenha resultados mais modestos em rodovias na comparação com concorrentes, ele mantém números consistentes durante o uso cotidiano nas cidades brasileiras.
O ranking de eficiência consolidado pelo Inmetro considera que o consumo real pode variar entre as diferentes versões do mesmo modelo e condições de uso. Cada motorização flex testada utiliza parâmetros específicos para gasolina e etanol, o que define a posição final de cada veículo conforme o combustível escolhido pelo motorista.









