As obras do complexo industrial Soli3, focado na produção de biodiesel, já começaram em Cruz Alta. O projeto promete gerar empregos no município situado no noroeste do Rio Grande do Sul. O projeto é fruto de uma parceria entre as cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal.
Durante a etapa de construção, o empreendimento deve criar cerca de 1.000 postos de trabalho. Quando a unidade entrar em operação, a estimativa é gerar 150 empregos diretos e 500 postos indiretos na região.
A terraplanagem no local apresenta um ritmo superior ao planejado inicialmente pelos responsáveis. A expectativa da diretoria é iniciar as edificações da obra civil já nos próximos dias.
O aporte financeiro total para erguer o complexo soma R$ 1,25 bilhão. A escolha estratégica por Cruz Alta ocorreu devido à existência de uma ferrovia que atravessa o município, sendo o único trecho ferroviário em funcionamento no Estado.
Presidente da Cotrijal comenta andamento da obra
O presidente da Cotrijal, Nei Mânica, destacou o avanço acelerado da terraplanagem no local do complexo. Ele compartilhou um vídeo que mostra o progresso dos trabalhos, superando as expectativas iniciais. A agilidade na fase inicial é um indicativo positivo para o cronograma geral do projeto.
A unidade, embora focada inicialmente na soja, terá a flexibilidade de processar outros insumos. Com pequenos ajustes, o maquinário poderá também utilizar canola como matéria-prima. Essa adaptabilidade amplia as possibilidades de produção da futura fábrica.

Produção e futuro da unidade
O início da fabricação do biocombustível está agendado para maio de 2028, utilizando a soja como matéria-prima principal. O maquinário adquirido permitirá, com ajustes simples, o processamento de canola. Existe um plano para realizar a duplicação da fábrica após a inauguração.
O empreendimento aproveita a logística ferroviária para escoar a produção futura de biodiesel. A partir de maio de 2028, a unidade passará a operar comercialmente com foco total na demanda por combustíveis sustentáveis.









