Dona Sônia, de 74 anos, achou que estava resolvendo um problema bancário quando recebeu uma chamada de vídeo de uma pessoa que se apresentou como gerente de sua conta. A conversa parecia legítima, e ela não imaginava que, enquanto seguia as orientações recebidas, poderia estar abrindo caminho para um golpe. A desconfiança só veio depois que desligou e percebeu movimentações que não havia autorizado.
Ao conferir o cartão, a aposentada encontrou compras desconhecidas que somavam aproximadamente R$ 5 mil. O susto veio acompanhado de uma dúvida difícil de ignorar: como transações daquele valor tinham sido realizadas sem que ela percebesse durante a chamada? O que parecia um contato de rotina com o banco acabou se transformando em uma preocupação financeira.
Golpes desse tipo podem usar chamadas telefônicas ou de vídeo para conquistar a confiança da vítima. Os criminosos podem se passar por funcionários de instituições financeiras e inventar problemas urgentes, como compras suspeitas, bloqueios ou necessidade de confirmar dados. Sob pressão, a pessoa pode acabar fornecendo informações ou seguindo instruções que facilitam o acesso à conta ou aos meios de pagamento.
Uma das principais precauções é não compartilhar senhas, códigos recebidos por mensagem ou dados do cartão durante contatos inesperados. Se alguém disser que trabalha para o banco, o mais seguro é encerrar a chamada e procurar os canais oficiais da instituição, usando o telefone do cartão ou o aplicativo.
Ao identificar compras desconhecidas, também é importante bloquear o cartão imediatamente, contestar as transações junto ao banco e guardar registros da conversa e das cobranças. Se houver suspeita de fraude, registrar um boletim de ocorrência pode ajudar na documentação do caso.









