O transporte de mercadorias produzidas longe do litoral costuma representar um desafio para regiões industriais e em parceiro comercial do Brasil não foi diferente. Na China, uma nova obra de infraestrutura promete mudar essa realidade ao facilitar a ligação entre áreas do interior e as rotas marítimas internacionais, com expectativa de reduzir despesas e ampliar a capacidade de comércio.
Localizado na região de Guangxi, no sul do país, o Canal de Pinglu tem 134,2 quilômetros de extensão e conecta a rede hidrográfica próxima a Nanning ao golfo de Beibu. A estrutura foi planejada para permitir que embarcações comerciais de até 5 mil toneladas alcancem o mar com menos desvios, criando uma alternativa para o transporte de cargas.
A mudança pode diminuir a dependência de percursos tradicionais que levam produtos até portos mais distantes. Conforme estimativas divulgadas sobre o projeto, a nova ligação reduz o trajeto em mais de 560 quilômetros e pode cortar entre 18% e 30% dos custos logísticos. A economia anual projetada supera 5 bilhões de yuans, valor que depende do volume de mercadorias transportadas e do uso efetivo do canal.
A construção também exigiu soluções complexas de engenharia. Como o terreno apresenta diferenças de altitude de aproximadamente 65 metros, foram instalados três conjuntos de eclusas, capazes de elevar ou baixar os barcos para permitir a continuidade da navegação.
As escavações movimentaram cerca de 315 milhões de metros cúbicos de terra e rocha, dos quais aproximadamente 98% teriam sido reaproveitados durante a execução da obra.
O empreendimento reforça a estratégia chinesa de integrar regiões produtoras às rotas internacionais de comércio. Projetos desse porte também ajudam a ilustrar a importância da infraestrutura para tornar o transporte de mercadorias mais competitivo.









