A Dexco, gigante brasileira do setor de materiais de construção e dona de marcas conhecidas como Deca, Duratex, Portinari e Ceusa, anunciou mais um encerramento de atividades industriais. A decisão mais recente foi divulgada nesta segunda-feira (19) e envolve a fábrica de louças sanitárias em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.
Com cerca de 12 mil colaboradores e operações industriais e florestais no Brasil e na Colômbia, a companhia acumula três fechamentos de unidades industriais em pouco mais de um ano. Antes da decisão em Pernambuco, a empresa já havia encerrado a produção de louças sanitárias em João Pessoa, na Paraíba, em julho de 2025.
A terceira unidade é a fábrica de revestimentos cerâmicos de Urussanga, em Santa Catarina, que teve as atividades industriais encerradas em maio de 2026. Na ocasião, a mudança levou ao desligamento de 159 trabalhadores.
Produção será concentrada em outras unidades
O encerramento da fábrica pernambucana faz parte de uma estratégia de reorganização do negócio de louças sanitárias. Segundo a Dexco, a medida busca melhorar a eficiência operacional, a competitividade e a rentabilidade da operação no longo prazo.
Parte da produção que era realizada em Cabo de Santo Agostinho será absorvida pela unidade de Jundiaí, no interior de São Paulo. A empresa também afirmou que pretende manter um centro de distribuição estratégico para atender os consumidores do Nordeste, apesar do fim da fabricação local.
No segmento de revestimentos cerâmicos, a produção que era feita em Urussanga passou a ser concentrada em Criciúma, também em Santa Catarina, e Botucatu, em São Paulo. A companhia afirmou que a mudança busca aproveitar melhor a capacidade industrial e elevar a produtividade.
A sequência de fechamentos representa uma mudança na estrutura produtiva da Dexco, que mantém marcas presentes em diferentes etapas da construção e da reforma. No caso mais recente, a empresa informou que prepara medidas de apoio aos trabalhadores afetados, incluindo benefícios adicionais e suporte para recolocação profissional. O número de funcionários atingidos em Pernambuco ainda não foi divulgado.









