O Irã anunciou em 2026 a descoberta do campo de gás Takhteh, localizado na província de Fars, no sul do país. Segundo o Ministério do Petróleo iraniano, a jazida contém mais de 7,5 trilhões de pés cúbicos de gás in place, cerca de 212 bilhões de metros cúbicos, dos quais aproximadamente 5,7 trilhões de pés cúbicos seriam recuperáveis.
Além do gás natural, o campo reúne cerca de 27 milhões de barris de condensado, dos quais aproximadamente 20 milhões de barris são considerados recuperáveis. O condensado é um hidrocarboneto líquido associado ao gás e tem valor de mercado elevado, o que reforça a viabilidade econômica do achado.
A estatal National Iranian Oil Company (NIOC) estimou o valor do campo em aproximadamente US$ 45 bilhões, cerca de R$ 228 bilhões na cotação atual do dólar. A descoberta foi classificada pelo próprio governo iraniano como uma das mais importantes dos últimos 20 anos, pois o volume recuperável equivale a cerca de 15 anos de produção de uma fase do gigantesco campo de South Pars.
O Takhteh pode ampliar a oferta doméstica de gás do Irã, reduzir pressões sobre o abastecimento interno e gerar receitas de exportação, caso o país consiga desenvolver a infraestrutura necessária.
Ainda assim, o valor anunciado é uma estimativa de valor bruto dos recursos, e não o lucro garantido; custos de perfuração, processamento, dutos, sanções internacionais e investimentos em produção podem reduzir significativamente o retorno efetivo.
Brasil possui reservas de gás?
O Brasil possui reservas significativas de gás natural, concentradas principalmente na Bacia de Santos, no pré-sal, e em bacias terrestres do Nordeste e do Sudeste. Segundo dados da ANP, as reservas provadas do país somam cerca de 400 bilhões de metros cúbicos, volume suficiente para atender parte da demanda industrial, térmica e residencial por décadas.
Apesar disso, o Brasil ainda importa gás da Bolívia e gás natural liquefeito (GNL) de outros países, principalmente para complementar a oferta em períodos de maior consumo. O desafio não é apenas a existência das reservas, mas ampliar a infraestrutura de escoamento, processamento e distribuição.









