O empresário Luciano Hang decidiu acelerar o ritmo de inaugurações das lojas Havan pelo país. Para bancar todo o avanço territorial com recursos próprios, a rede varejista conta com R$ 3,5 bilhões em caixa e aplicações financeiras.
A meta anterior previa alcançar 200 megalojas até o encerramento deste calendário, patamar que deve ser atingido já em novembro. Diante desse desempenho rápido, o plano oficial subiu para 210 unidades abertas ainda em 2026.
As regiões Norte e Nordeste concentram os principais investimentos nos próximos ciclos de expansão. O objetivo central consiste em fincar bandeira em praças onde a marca ainda possui baixa participação de mercado.
Atualmente, o parque comercial se apoia no Sul e no Sudeste, com São Paulo e Paraná superando 40 megalojas cada. Santa Catarina reúne quase 50 pontos de venda, enquanto o Rio Grande do Sul deve ultrapassar 30 locais ativos.

Estratégia comercial e autonomia financeira da marca
Relatório divulgado pela agência Fitch Ratings apontou que a companhia contava com 189 filiais em 30 de junho de 2026. Para a entidade avaliadora, instalar pontos fora dos grandes centros urbanos garante vantagens competitivas importantes diante de outros concorrentes.
Em entrevista concedida à Bloomberg Línea, o proprietário das lojas Havan descartou colocar ações da empresa na Bolsa de Valores. O projeto de realizar um IPO, que envolveu entre 5% e 10% do capital em 2021, permanece totalmente engavetado.
A abertura de capital foi descartada pela empresa de vez. Seguir o próprio caminho sem a interferência de um mercado de capitais focado no curto prazo é possível porque há capital disponível, afirmou à Bloomberg Línea.









