O vulcão Krasheninnikov, situado na península de Kamchatka, na Rússia, despertou após um período de inatividade superior a 500 anos. O evento geológico começou logo após um sismo de magnitude 8,8 ocorrer no oceano adjacente à área em julho de 2025.
Registros captados pelo satélite NISAR, uma colaboração entre a Nasa e a agência indiana ISRO, confirmam a erupção contínua. Mensalmente, pesquisadores acompanham o deslocamento para o leste de detritos e rocha fundida, conforme demonstrado pelas capturas visuais.
Monitoramento via radar acompanha a atividade do vulcão
O satélite NISAR realizou a primeira imagem do local em 25 de dezembro de 2025, a uma altitude de 747 quilômetros. Para mapear as formas da lava, o sistema emprega um radar de abertura sintética, emitindo micro-ondas e captando suas reflexões.
Diferente de fotos comuns, essa técnica não depende da luz solar e atravessa nuvens, o que permite o acompanhamento constante mesmo durante o rigoroso inverno local. O material enviado à nuvem mostra a lava transbordando de uma caldeira interna para uma cratera maior.
Capacidade técnica da missão
O sistema de radar consegue identificar variações na superfície causadas pela lava, diferenciando-a do solo ou da neve ao redor. Esse recurso transforma dados isolados em uma sequência visual que detalha mês a mês a mudança na paisagem do norte da estrutura vulcânica.
Além de observar erupções em cerca de 1.300 vulcões ativos acima do nível do mar, a tecnologia mede deformações no terreno em escala de centímetros. O objetivo é antecipar atividades geológicas e identificar falhas que podem levar a deslizamentos ou novos episódios eruptivos em breve.
A península de Kamchatka segue sob observação rigorosa dos especialistas desde o evento sísmico ocorrido em julho de 2025. O fluxo de rocha fundida permanece ativo na cratera, conforme os dados transmitidos pelo satélite nas últimas semanas.









