O Bolsa Família terá novos valores a partir de outubro de 2026, e algumas famílias poderão receber mais de R$ 1.000 por mês. O reajuste de 15,04% elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, mas o total pago pode ser maior conforme a quantidade de integrantes e a presença de crianças, adolescentes e gestantes no grupo familiar.
A atualização também alcançou os adicionais do programa. O Benefício de Renda de Cidadania passou de R$ 142 para R$ 164 por integrante, enquanto o Benefício Primeira Infância subiu de R$ 150 para R$ 173 por criança de até sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar passou de R$ 50 para R$ 58 para cada integrante que se enquadre nas condições previstas.
Como uma família pode ultrapassar R$ 1.000
Uma família com quatro integrantes, incluindo duas crianças menores de sete anos, pode receber aproximadamente R$ 1.037 mensais. Nesse exemplo, os quatro integrantes geram R$ 656 em benefícios por pessoa, com um complemento de R$ 35 para alcançar o piso de R$ 691. As duas crianças acrescentam mais R$ 346 pelo Benefício Primeira Infância.
O valor final depende, portanto, da composição familiar e dos adicionais aplicáveis. Famílias com gestantes, crianças maiores e adolescentes também podem ter direito ao Benefício Variável Familiar, desde que atendam aos critérios específicos. Isso significa que o reajuste não resulta no mesmo pagamento para todos os beneficiários.
Quando o novo valor começa a ser pago
Os valores atualizados entram na folha de pagamentos de outubro, com depósitos escalonados a partir do dia 19 e conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). A mudança é automática para quem já recebe o benefício e atende às regras do programa.
Para evitar problemas no pagamento, os responsáveis devem manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as exigências de saúde e educação. O reajuste amplia os valores previstos, mas o total recebido continua variando conforme as características de cada família.









