Enquanto no Brasil o iPhone 18 Pro Max de 2 TB custa R$ 21.999 na loja oficial da Apple, no Paraguai o mesmo modelo aparece por cerca de US$ 2.800, o que, na cotação usada pelas lojas de Ciudad del Este (aproximadamente R$ 5,25), resulta em R$ 14.700. A diferença chega a R$ 7.299, ou quase 33% de economia em relação ao preço nacional.
Nos modelos mais populares, a vantagem também é expressiva. O iPhone 18 Pro Max de 256 GB, vendido por R$ 12.999 no Brasil, é encontrado no Paraguai entre US$ 1.490 e US$ 1.620, o que dá entre R$ 7.822 e R$ 8.505. Já o iPhone 18 Pro de 256 GB sai por R$ 11.999 no Brasil e entre US$ 1.545 e US$ 1.650 no país vizinho, equivalente a R$ 8.080–8.629.
Para quem compra como pessoa física e entra no Brasil por via terrestre, é preciso considerar a cota de isenção de US$ 500 e o imposto de 50% sobre o excedente. Mesmo assim, no caso do Pro Max 2 TB, o custo final legalizado ficaria em torno de R$ 17 mil, ainda assim cerca de R$ 5 mil mais barato que no Brasil.
A grande diferença de preço se explica pela carga tributária mais baixa no Paraguai e pela forte concorrência entre as lojas de eletrônicos de Ciudad del Este. Para o consumidor brasileiro, o país vizinho segue como a principal alternativa para comprar o iPhone 18 Pro e Pro Max pagando muito menos, desde que se considere o imposto na volta.
Carga tributária explica disparidade de preços em eletrônicos
A principal razão para a diferença de preço entre Brasil e Paraguai está na carga tributária. Aqui, smartphones sofrem a incidência de vários impostos, como Imposto de Importação (que pode chegar a 60% para produtos fora do Mercosul), IPI, PIS/Cofins e ICMS estadual, que varia entre 17% e 25% dependendo do estado. Essa soma de tributos faz com que o preço final de um eletrônico no varejo brasileiro dobre ou triplique em relação ao custo original.
No Paraguai há uma política tributária muito mais leve para eletrônicos, com alíquotas de importação reduzidas e um imposto interno em torno de 10%, além de não cobrar alguns dos impostos que pesam no Brasil. Por isso, produtos como iPhones, notebooks, consoles e câmeras costumam sair entre 30% e 50% mais baratos em Ciudad del Este do que nas lojas brasileiras, mesmo depois de considerar o imposto de 50% que o turista paga ao ultrapassar a cota de US$ 500.









