O Brasil continua na liderança do ranking das maiores potências militares da América do Sul, mas a Argentina, segunda colocada na classificação, avança em um importante programa de modernização de sua Força Aérea. O país acelera a incorporação de 24 caças F-16 adquiridos da Dinamarca em uma operação superior a US$ 300 milhões, valor que ultrapassa R$ 1,5 bilhão na conversão para a moeda brasileira.
Segundo o Global Firepower 2026, o Brasil ocupa a 11ª posição entre 145 países avaliados, enquanto a Argentina aparece em 32º lugar no ranking mundial. Na América do Sul, os dois países lideram a classificação, à frente de Colômbia, Chile e Peru. O índice considera mais de 60 fatores relacionados à capacidade militar convencional.
A Argentina já incorporou 12 das 24 aeronaves previstas no programa e agora trabalha para acelerar as próximas entregas. A expectativa, segundo informações divulgadas pelo El Cronista, é que o terceiro lote, com 6 caças, chegue no início de 2027. O cronograma original previa a conclusão da incorporação dos 24 aviões até o fim de 2028.
A chegada dos F-16 também exige investimentos em treinamento e infraestrutura. A Força Aérea Argentina criou um programa específico para preparar pilotos, mecânicos, engenheiros e outros profissionais que vão operar e manter as aeronaves. Parte da capacitação ocorre em simuladores, além de voos de adaptação e treinamento especializado.

Apesar do avanço argentino, o Brasil mantém ampla vantagem em diversos indicadores considerados pelo Global Firepower. O levantamento estima 376 mil militares ativos no país, contra 108 mil na Argentina, além de uma frota naval e um orçamento de defesa significativamente maiores.
A aquisição dos F-16 representa uma expansão importante da capacidade aérea argentina, mas não altera sua posição de segundo colocado no ranking militar sul-americano em 2026.









