O reajuste do Bolsa Família que começa a valer na folha de outubro mudou as contas para muitas famílias. Com os novos valores, o total recebido pode ultrapassar o equivalente a um salário mínimo, que em 2026 é de R$ 1.621, valor utilizado como referência para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A diferença acontece porque o Bolsa Família é calculado de acordo com a composição familiar. A partir de outubro, cada integrante garante R$ 164 pelo Benefício de Renda de Cidadania. Além disso, famílias com crianças pequenas recebem mais R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos. Há ainda o adicional de R$ 58 para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes que atendam aos critérios do Benefício Variável Familiar.
Um exemplo é uma família formada por dois adultos e quatro crianças menores de 7 anos. Nesse caso, os seis integrantes garantem R$ 984 pelo Benefício de Renda de Cidadania. Como as quatro crianças estão na faixa que dá direito ao adicional de primeira infância, são acrescentados mais R$ 692. O cálculo chega a R$ 1.676, valor R$ 55 acima do salário mínimo de 2026.
Outra possibilidade envolve uma família com sete integrantes: dois adultos, duas crianças menores de 7 anos e três filhos entre 7 e 18 anos incompletos. Os sete integrantes garantem R$ 1.148 pelo benefício básico. Somam-se R$ 346 referentes às duas crianças menores de 7 anos e outros R$ 174 pelos três integrantes de 7 a 18 anos. Nesse caso, o total calculado chega a R$ 1.668.
É importante lembrar que esses exemplos representam o cálculo dos benefícios previstos para cada composição. O valor efetivamente recebido depende da situação cadastral da família e dos critérios do programa. O BPC, por sua vez, é um benefício individual e possui regras próprias de acesso.









