Um levantamento recente divulgado pelo Instituto Trata Brasil traz dados importantes. Sete das doze localidades mais eficientes no combate ao desperdício de água estão em São Paulo. A análise comparativa avaliou grandes centros urbanos em todo o país.
As diretrizes técnicas foram estabelecidas pelo Ministério das Cidades através da Portaria 788/2024, fixando metas para o saneamento básico até o ano de 2033. Municípios precisam cumprir tais exigências para obter liberação de verbas federais direcionadas ao abastecimento de água.
Como a qualidade da água foi avaliada na pesquisa
A proporção de água tratada perdida antes de alcançar os imóveis configura o primeiro indicador, que exige índice máximo de 25%. O segundo critério mede o volume diário dissipado por cada conexão ativa, estabelecendo o teto de 216 litros por ligação ao dia.
Os dados utilizados na elaboração do estudo provêm do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, considerando as estatísticas referentes ao ano de 2024. Suzano ocupa a primeira posição geral do ranking com o menor registro de perda, registrando 1,27%, enquanto Santos aparece logo em seguida com 5,35%.
Desempenho dos municípios
Goiânia figura no pódio nacional, acompanhada por outras regiões fora do eixo paulista como Teresina, Campo Grande, Petrópolis e Maringá. A relação completa inclui São José do Rio Preto com 14,52%, Limeira marcando 16,58% e Campinas alcançando 17,46% de desperdício.
Taubaté registra 19,08%, Teresina fica com 19,55%, Campo Grande atinge 20,69% e Petrópolis apresenta 22,28%. O levantamento aponta ainda Maringá com 22,78% e Franca fechando a lista com o índice de 24,01%.
A administração dos serviços de saneamento nessas localidades paulistas divide-se entre modelos distintos de gestão. Quatro das cidades do estado que integram a relação possuem operação privada sob responsabilidade da Sabesp, enquanto as demais mantêm controle municipal direto.









