A eleição para o Senado funciona de maneira diferente da disputa para presidente e governador. Mesmo que nenhum candidato consiga mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, não existe segundo turno para escolher os senadores. A regra também vale para todos os estados e para o Distrito Federal.
Isso ocorre porque a eleição para senador segue o sistema majoritário de maioria relativa. Na prática, são eleitos os candidatos que obtiverem a maior quantidade de votos, sem a necessidade de alcançar 50% mais um dos votos válidos. O Tribunal Superior Eleitoral confirma que não há previsão de segundo turno para o Senado.
Nas eleições de 2026, a disputa terá uma particularidade: cada estado e o Distrito Federal escolherão dois senadores. Por isso, o eleitor deverá votar duas vezes para o cargo e escolher candidatos diferentes. A urna apresentará separadamente cada uma das duas vagas durante a votação.
A quantidade de votos necessária para conquistar uma cadeira, portanto, depende do resultado da própria eleição naquele estado. Os dois candidatos mais votados ficarão com as duas vagas disponíveis em cada unidade da Federação, independentemente de alcançarem ou não a maioria absoluta.
A situação é diferente na eleição para presidente e governador. Nesses cargos, é necessário obter mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno. Quando isso não acontece, os dois candidatos mais votados disputam uma segunda votação.
O segundo turno das Eleições 2026 está marcado para 25 de outubro, mas somente será realizado nas disputas em que a legislação prevê essa possibilidade e nenhum candidato atingir a maioria exigida no primeiro turno. Para o Senado, portanto, o resultado será definido já na votação de 4 de outubro.









