Sorocaba confirma a primeira morte por dengue em 2025
A vítima é uma mulher de 58 anos; cidade tem agora 151 casos
A Secretaria da Saúde de Sorocaba confirmou nesta segunda-feira (20) a primeira morte por dengue em 2025. A vítima é uma mulher, de 58 anos, que sofria de hipertensão e diabetes. Ela morreu em hospital público no dia 9 de janeiro. Não há mais nenhum óbito em investigação.
Em relação aos casos, a cidade tem 151 confirmados, sendo 121 autóctones -- quando adquirido no município -- e 30 importados. O número demonstra um aumento de 112% em relação ao último boletim divulgado pela prefeitura na semana passada, quando registrava até então, 71 casos.
Ainda segundo a SES, os informativos sobre os casos e mortes serão publicados semanalmente, às segundas e quintas-feiras.
Vacinação
A prefeitura retomou a aplicação da primeira dose da QDenga depois de seis meses. Agora, os pais e responsáveis de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem levá-los para iniciar o ciclo vacinal ou completá-lo, desde que tenha recebido o imunizante há três meses.
A imunização ocorre conforme o horário de cada unidade, a partir das 8h, e está disponível nas 33 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo a SES, até o momento, foram aplicados 10.889 imunizantes da primeira dose e 3.627 da segunda dose, totalizando 14.526 aplicações. Há em torno de 10.400 doses disponíveis na cidade.
Pacientes imunossuprimidos não devem se vacinar, devido à contraindicação. Outro ponto é a necessidade de respeitar um intervalo de seis meses, caso o munícipe tenha contraído dengue.
Em 2024
Nos últimos 12 meses Sorocaba foi acometida com uma explosão de casos e mortes em decorrência da dengue, superando a série história de 2015. No ano passado, 48 pessoas perderam a vida e 46.786 foram infectadas.
Situação na região
No Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Sorocaba, composto por 33 municípios, são 258 casos confirmados e outros 220 em investigação. As análises ficam a cargo do Instituto Adolfo Lutz. As informações são do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), do Governo de São Paulo.
Prevenção
A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando água armazenada em pontos que podem se tornar possíveis criadouros. Vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas e até recipientes pequenos, como tampas de garrafas, são exemplos de onde as larvas do mosquito podem se proliferar.
De proteção individual, o uso do repelente pode ajudar. Contudo, não são todos os disponíveis no mercado que são, de fato, eficazes contra o mosquito. Isso porque, alguns repelentes não contêm ativos testados e aprovados em sua eficácia.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades da área, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os ingredientes que precisam estar no rótulo para a proteção contra a dengue são DEET, IR3535 e/ou icaridina.
Entretanto, para algumas pessoas não é indicado o uso desses ativos, por isso, é recomendado que haja a opinião de um profissional para a escolha do produto adequado de acordo com a idade de cada um.