TBT: Votação

Por Manuel Garcia

Apuração das eleições de 1992. Crédito da foto: Projeto Memória jornal Cruzeiro do Sul

Apuração dos votos no Ginásio de Esportes, em 1988. Crédito da foto: Projeto Memória jornal Cruzeiro do Sul

Desde o período colonial, há registros de realização de eleições no Brasil para escolha de pessoas relacionadas a cargos municipais. O sistema eleitoral brasileiro sofreu mudanças radicais ao longo de suas fases históricas. No período monárquico, as eleições eram indiretas e só passaram a ser diretas após uma lei de 1881 conhecida como Lei Saraiva. Com a Proclamação da República, o Brasil tornou-se uma República presidencialista, e o sistema eleitoral de nosso País funcionou de diferentes maneiras na Primeira República, na Quarta República e na Nova República.

O atual sistema eleitoral brasileiro foi elaborado a partir de 1988, quando foi promulgada a Constituição Cidadã. No atual sistema, presidente, governadores, prefeitos, deputados e vereadores são eleitos para mandatos de quatro anos. O cargo de senador, exclusivamente, é eleito para um mandato de 8 anos. A ampliação do direito de voto a um número cada vez maior de brasileiros aconteceu ao longo do século 20. O voto feminino, por exemplo, data de 1932 e foi exercido pela primeira vez em 1935. Em função da era de Getúlio Vargas (1937-1945), porém, as mulheres só voltaram a votar em 1946, aliás, nesse ano é instituída a urna de metal e madeira pra guardar os votos. Depois, era usada uma urna de lona pra fazer isso.

Em 1989 teve primeira eleição presidencial direta e no primeiro turno Brusque virou destaque nacional por uma apuração registrada antes de todo o resto do Brasil. O motivo? Os votos foram feitos por um computador adaptado e um software inovador. Como o sistema não era oficial, o voto foi contado também pelo processo tradicional, e o resultado bateu. Em 1994, o Tribunal Superior Eleitora TSE estreou o processamento eletrônico dos resultados com recursos da Justiça Eleitoral. Em 1996, pela primeira vez o TSE usou a urna eletrônica. Foram 57 cidades com o equipamento pra 200 mil eleitores, e desde já para votar em branco tinha tecla, mas pro nulo precisava colocar números que não eram de nenhum candidato.

Desde o ano de 2000, com novas eleições municipais, todo eleitor brasileiro passou a usar esse novo sistema, que ainda ganhou suporte a fones de ouvido para deficientes auditivos. Em 2008, começa outra nova tecnologia, a da biometria, que logo passou a ser obrigatória. Já em 2010 a novidade é o voto em trânsito para quem não está na sua zona eleitoral. A evolução mais recente é de 2018, com um aplicativo para smartphones que substitui o título do eleitor.

A urna atual foi remodelada em 2017 para ser mais moderna, funcional e modular. Ela tem uma estrutura simples, com uma bateria de 12 horas de duração pro caso de falta de luz, além de duas memórias. O TSE garante que a urna eletrônica nunca foi invadida durante uma eleição e que o aparelho é inviolável nas condições atuais de segurança. De acordo com o órgão, softwares não autorizados resultam no bloqueio da urna, e o tribunal inclusive faz testes públicos de segurança para que equipes de especialistas tentem burlar a assinatura digital.

#TBT surgiu nas redes sociais é utilizado como gíria para Throwback Thursday, ou seja, “quinta-feira do retorno”. Quando são postadas coisas que dão saudade.

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