UNISO CIÊNCIA


Uniso firma parceria com organização nacional para divulgação científica




A Universidade de Sorocaba (Uniso) estabeleceu uma parceria com a Rede Nacional de Física de Altas Energias (Renafae) para a divulgação científica da participação brasileira em pesquisas realizadas no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas em operação em todo mundo, da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern).

O preâmbulo desse acordo foi a realização de uma palestra interdisciplinar proferida para alunos de diversos cursos no segundo semestre de 2017 pelo professor sorocabano Marcelo Gameiro Munhoz, da USP, que atua no laboratório europeu em Genebra, na Suíça.

Nessa parceria, a Uniso é responsável em oferecer consultoria técnica especializada em comunicação, com a produção de conteúdo e repercussão do resultado dessas pesquisas na comunidade. Para isso, inclusive, foi criado o Grupo de Produção Experimental em Divulgação Científica da Uniso (GpexDC-Uniso), sob a coordenação do professor e jornalista Guilherme Profeta.

Os trabalhos tiveram início com um grupo de alunos de Jornalismo, que se reúne quinzenalmente para reuniões de orientação para a produção de notícias. O objetivo, conforme explica Guilherme, é envolver outras áreas da Universidade, transformando o conhecimento produzido pelos pesquisadores em diferentes produtos.

Durante reunião realizada em dezembro com os participantes do projeto, Marcelo Munhoz, que representa a Renafae, falou sobre a parceria. Ele é formado no Colégio Dom Aguirre (CDA), da mesma mantenedora da Uniso, a Fundação Dom Aguirre, e é um dos brasileiros à frente do ALICE, experimento do grande colisor de íons.

“Há muita produção relevante na área de Física em desenvolvimento no País. São cerca de 150 brasileiros de diversas universidades atuando nas pesquisas do LHC. Essa parceria com a Uniso é uma ótima oportunidade para mostrar o que vem sendo feito e sua importância”, destaca. A reunião na Uniso também contou com a presença de Maria Luisa de Oliveira, que atua junto à Rede como bolsista de jornalismo científico pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Além de divulgar a produção científica do País, a iniciativa pretende contribuir com a formação dos participantes. Para as alunas Aline Albuquerque e Andressa Nogueira, é a chance de experimentar uma das vertentes da área, o Jornalismo Científico, dentro de um projeto internacional. Elas afirmam que essa iniciativa também deverá contribuir significativamente para a atuação em outros segmentos, inclusive como estagiárias de comunicação, atualmente do G1 Sorocaba e da UFSCar Sorocaba, respectivamente. A participação vale como atividades complementares. “O grupo nasceu para atender à Renafae, mas a ideia é ampliar para outros projetos”, explica Guilherme.
 
LHC
O LHC, inaugurado em 2008, tem uma estrutura física subterrânea de 27 quilômetros, onde 600 milhões de colisões acontecem por segundo, captadas por 150 milhões de sensores. Por meio dos experimentos conduzidos nesse espaço, muitas questões existenciais para as quais ainda não se tem respostas podem ser estudadas: a origem da massa e das partículas e a própria origem do universo em si.

A partir dessa busca, que demandam novas tecnologias, diversos avanços foram possíveis. A própria internet foi desenvolvida em 1989 por Tim Berners-Lee, pesquisador do Cern, para facilitar a comunicação entre cientistas em todo mundo, e aplicações na área médica, como em equipamentos de diagnósticos, também são inúmeras. Com informações do Uniso Ciência – primeira edição. Clique aqui e confira a reportagem completa.

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Muitos estudos vêm demonstrando uma série de benefícios associados à ingestão do Lentinula edodes — nome científico do shiitake, o segundo cogumelo mais consumido no planeta, que corresponde a 25% da produção mundial de cogumelos. Nativo do leste da Ásia e velho conhecido dos apreciadores da culinária japonesa, o fungo foi introduzido nos hábitos alimentares tupiniquins há apenas algumas décadas, quando chegaram os primeiros imigrantes das terras do Sol nascente. Entre os benefícios demonstrados estão as ações antitumoral, hipoglicêmica, antitrombótica e especialmente a redutora de colesterol.

Esse último dado é particularmente importante quando se considera a típica composição das dietas praticadas no Brasil e no mundo, altamente ricas em gorduras e açúcares. "O consumo desproporcional dessas substâncias está relacionado à obesidade, que é um dos maiores problemas de saúde pública, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Males como as síndromes metabólicas, dislipidemias, resistência à insulina e doenças cardiovasculares estão diretamente relacionadas à obesidade", alerta Sara Rosicler Vieira Spim, que estudou os efeitos terapêuticos nutricionais da ingestão de shiitake como ALIMENTO FUNCIONAL como parte de seu Mestrado em Ciências Farmacêuticas na Universidade de Sorocaba (Uniso), em 2016, sob a orientação da professora doutora Denise Grotto.

Outros estudos prévios, como o de K. N. Yoon, conduzido em 2011 na Coreia do Sul, já demonstraram que a adição de shiitake a dietas hipercolesterolêmicas teve impactos positivos na saúde de ratos, reduzindo os níveis de colesterol total, colesterol LDL e triglicerídeos. Contudo, a concentração usada nesse e em outros estudos foi altamente elevada, correspondendo, em termos de consumo humano, a 30 kg de shiitake por habitante ao ano, o que está longe de refletir o consumo real. "Mesmo na China, o país que mais consome shiitake em todo o mundo, a média é de cerca de 10 kg por habitante ao ano, segundo dados de pesquisas realizadas em 2008. Assim, fica evidente a necessidade de estudos como este conduzido na Uniso, com o objetivo de determinar a quantidade ideal para o consumo humano, especialmente quando se pensa nos hábitos alimentares dos brasileiros, que tradicionalmente não comem tanto shiitake assim", lembra Spim.

Conduzido no Laboratório de Pesquisa Toxicológica (Lapetox) da Uniso, para determinar a eficácia e a segurança da ingestão do shiitake em dosagens reais e apropriadas ao nosso consumo, este estudo pré-clínico — como é chamada a etapa anterior ao teste em seres humanos — determinou como ideal, considerando um adulto de 70 kg, uma dosagem diária de 63 g de cogumelos frescos (cerca de 1,5 cogumelos de tamanho regular) ou 7 g de cogumelos secos. A etapa seguinte do estudo, atualmente em desenvolvimento pela mesma pesquisadora no Programa de Doutorado em Ciências Farmacêuticas da Uniso, é o estudo clínico (em seres humanos), voltado a pacientes pré-colesterolêmicos — ou seja, aqueles que ainda não têm um nível alto de colesterol, mas estão no grupo de risco. Até o momento, não foram observados quaisquer efeitos colaterais nessa dosagem segura.

"Cogumelos são alimentos saudáveis, com baixo valor calórico e baixa concentração de gorduras, que muitos povos utilizam para alimentação desde a antiguidade. São ricos em proteínas, vitaminas, minerais, betaglucanas, fibras alimentares e aminoácidos essenciais, e também possuem propriedades antioxidantes. Além da redução do risco de patologias relacionadas à obesidade, os nossos resultados apontaram efeito protetor renal e redutor da glicose sanguínea em ratos, um dado importante também para os diabéticos. Assim, respeitadas as dosagens testadas, o shiitake pode ser uma boa indicação como suplemento alimentar a toda a população", finaliza Spim.

PARA SABER MAIS: O QUE É ALIMENTO FUNCIONAL?

Segundo a portaria nº 398 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alimento funcional é aquele "alimento ou ingrediente com alegação de propriedades funcionais e/ou de saúde e que pode, além de funções nutricionais básicas, produzir efeitos metabólicos e/ou fisiológicos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica". A portaria determina, ainda, que a eficácia desses alimentos deve ser assegurada por estudos científicos, como este conduzido na Uniso.

Texto produzido com base na dissertação "Efeitos da ingestão de Lentinula edodes (shiitake) sobre parâmetros bioquímicos, hematológicos e de estresse oxidativo em ratos alimentados com dieta hiperlipídica", do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Sorocaba (Uniso), com orientação da professora doutora Denise Grotto e aprovada em 18 de fevereiro de 2016. A dissertação foi premiada em dois eventos internacionais: o VIII Simpósio Internacional sobre Cogumelos no Brasil (SICOG) e o XI Congresso Internacional de Nutrição Funcional, ambos em 2015. Acesse a pesquisa: https://goo.gl/tiXiaw

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A Universidade de Sorocaba (Uniso) é a sétima universidade brasileira com maior número de citações por artigo, conforme o Ranking Universitário da Folha – RUF 2017, avaliação das universidades brasileiras promovida todos os anos pelo jornal Folha de S. Paulo. O desempenho da Uniso no quesito Pesquisa vem se consolidando no RUF desde 2015, mantendo a Universidade entre as dez primeiras instituições ranqueadas nesse item, onde figuram públicas e privadas.

O número de citações é um dos aspectos avaliados dentro do indicador de Pesquisa, que mede a relevância de trabalhos científicos produzidos nas universidades com base no número total de citações que receberam, conforme dados da Web of Science, uma das mais importantes plataformas internacionais de dados bibliográficos.

A citação de artigos em outros trabalhos acadêmicos é uma das principais formas de medir o impacto de uma pesquisa, conforme explica o professor Fernando de Sá Del Fiol, Reitor da Uniso. “Esse resultado mostra que muitos pesquisadores têm referenciado o que nossos docentes estão escrevendo, comprovando a qualidade da produção científica desenvolvida na Uniso”, comenta.

Uniso no Ranking
A quantidade de citações é um dos critérios considerados no Ranking Universitário da Folha – RUF. Na avaliação geral das universidades em 2017, a Uniso subiu 47 posições e conquistou a 111ª posição. Em 2016, a instituição ocupava a 158ª posição. A Universidade também é a 27ª universidade do País no indicador Internacionalização - em 2016 ocupava a 71ª posição, e cresceu ainda nos quesitos: Ensino, passou da 179ª para a 134ª colocação; Pesquisa, da 123ª à 102ª; e Mercado, da 125ª à 99ª.

Esse crescimento no RUF é fruto do trabalho contínuo da Uniso para aprimorar seus índices de excelência. Em Pesquisa, a Uniso ampliou o número de publicações científicas nos últimos anos, que resultam dos estudos que estão sendo desenvolvidos, estabeleceu colaborações internacionais e captou recursos em agências de fomento, que foram investidos em laboratórios e equipamentos.

A Universidade conta, por exemplo, com um laboratório externo instalado no Parque Tecnológico de Sorocaba, o Laboratório de Biomateriais e Nanotecnologia (LaBNUS). Além disso, está construindo um prédio para abrigar o Centro de Inovação Tecnológica e atividades de pesquisa.

Na área de Ensino e de Extensão, os investimentos também acompanham o crescimento da Universidade. No ano passado, o Hospital Veterinário Universitário foi aberto à comunidade e as obras da Clínica de Odontologia tiveram início na Cidade Universitária. A Uniso estabeleceu recentemente uma parceria com a Universtity of La Verne, nos Estados Unidos, para os cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, além de já oferecer diversas outras parcerias internacionais que proporcionam o intercâmbio de estudantes da Graduação.

Atualmente, são mais de 60 cursos de Graduação, diversas opções de cursos de MBA e Especialização e quatro programas de Pós-Graduação stricto sensu: Ciências Farmacêuticas - Mestrado e Doutorado; Comunicação e Cultura - Mestrado; Educação - Mestrado e Doutorado, e Processos Tecnológicos e Ambientais - Mestrado Profissional.

Pesquisa
O RUF é uma avaliação anual das 195 universidades do País, que se baseia em dados nacionais e internacionais e em duas pesquisas de opinião do Datafolha, e considera cinco indicadores: pesquisa, ensino, mercado, internacionalização e inovação. O último RUF foi publicado pela Folha de S. Paulo em 18 de setembro de 2017.

Cada indicador tem critérios e pesos diferentes na avaliação, que leva em conta aspectos como recursos recebidos para pesquisa, teses e publicações científicas, professores com doutorado e mestrado, notas do Enade e a opinião de profissionais de RH sobre preferências de contratação.

Confira o resultado do RUF 2017 e outras informações: http://ruf.folha.uol.com.br/2017

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