{"id":7561,"date":"2026-09-04T10:08:27","date_gmt":"2026-09-04T13:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/?p=7561"},"modified":"2026-09-04T10:08:29","modified_gmt":"2026-09-04T13:08:29","slug":"cientistas-foram-pegos-de-surpresa-com-o-que-acharam-nas-ruinas-de-chernobyl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/cientistas-foram-pegos-de-surpresa-com-o-que-acharam-nas-ruinas-de-chernobyl\/","title":{"rendered":"Cientistas foram pegos de surpresa com o que acharam nas ru\u00ednas de Chernobyl"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As ru\u00ednas de Chernobyl continuam sendo utilizadas como cen\u00e1rio para pesquisas sobre os efeitos da radia\u00e7\u00e3o. D\u00e9cadas ap\u00f3s o acidente nuclear, cientistas ainda investigam organismos capazes de sobreviver na regi\u00e3o. Entre as descobertas, um fungo chamou aten\u00e7\u00e3o por seu comportamento diante da radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Cladosporium sphaerospermum foi identificado em \u00e1reas pr\u00f3ximas ao reator da Unidade 4, uma das regi\u00f5es mais afetadas pelo desastre. O organismo consegue crescer e se reproduzir mesmo em ambientes com n\u00edveis elevados de radia\u00e7\u00e3o ionizante. Essa caracter\u00edstica levou pesquisadores a investigar uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre o fungo e a radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fungos podem aproveitar a radia\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de organismos vivos em Chernobyl n\u00e3o \u00e9 exatamente in\u00e9dita, j\u00e1 que diferentes esp\u00e9cies de fungos foram encontradas no local ao longo dos anos. O que diferencia o Cladosporium sphaerospermum \u00e9 sua aparente capacidade de prosperar em ambientes altamente radioativos. O fen\u00f4meno ainda \u00e9 alvo de estudos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das hip\u00f3teses levantadas envolve a melanina, pigmento presente no organismo. Segundo essa possibilidade, a radia\u00e7\u00e3o ionizante poderia interagir com a melanina e ser transformada em energia qu\u00edmica. O mecanismo lembraria, em alguns aspectos, a fun\u00e7\u00e3o da fotoss\u00edntese realizada pelas plantas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia \u00e9 conhecida como radiotrofia e pode ajudar a explicar por que determinados fungos conseguem se desenvolver em locais contaminados. Entretanto, os cientistas ainda n\u00e3o consideram essa explica\u00e7\u00e3o comprovada. S\u00e3o necess\u00e1rios novos experimentos para determinar exatamente como a radia\u00e7\u00e3o influencia o metabolismo do organismo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"819\" src=\"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1-1024x819.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7563\" srcset=\"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1-1024x819.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1-768x614.jpg 768w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1-1536x1229.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1-750x600.jpg 750w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1-1140x912.jpg 1140w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/mads-eneqvist-IM4b4ytWetg-unsplash-1.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Mads Eneqvist \/ Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descoberta pode ajudar pesquisas futuras<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A radia\u00e7\u00e3o ionizante apresenta efeitos graves sobre c\u00e9lulas humanas porque pode alterar mol\u00e9culas e provocar danos ao DNA. No caso do fungo estudado em Chernobyl, a intera\u00e7\u00e3o com a melanina pode representar um mecanismo biol\u00f3gico diferente. Por isso, o organismo despertou interesse al\u00e9m da regi\u00e3o do acidente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores investigam se essa caracter\u00edstica poderia ter aplica\u00e7\u00f5es em ambientes onde existe exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o. O estudo de organismos resistentes tamb\u00e9m pode ampliar o conhecimento sobre os limites da vida em condi\u00e7\u00f5es extremas. Ainda assim, qualquer poss\u00edvel utiliza\u00e7\u00e3o depende de evid\u00eancias cient\u00edficas mais robustas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As ru\u00ednas de Chernobyl continuam sendo utilizadas como cen\u00e1rio para pesquisas sobre os efeitos da radia\u00e7\u00e3o. D\u00e9cadas ap\u00f3s o acidente nuclear, cientistas ainda investigam organismos capazes de sobreviver na regi\u00e3o. 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