{"id":6142,"date":"2026-08-14T13:56:23","date_gmt":"2026-08-14T16:56:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/?p=6142"},"modified":"2026-08-14T13:56:25","modified_gmt":"2026-08-14T16:56:25","slug":"cientistas-vao-usar-tubaroes-para-proteger-as-pessoas-dos-furacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/cientistas-vao-usar-tubaroes-para-proteger-as-pessoas-dos-furacoes\/","title":{"rendered":"Cientistas v\u00e3o usar tubar\u00f5es para proteger as pessoas dos furac\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tubar\u00f5es est\u00e3o sendo usados por pesquisadores para obter informa\u00e7\u00f5es que podem melhorar a compreens\u00e3o sobre furac\u00f5es. Cientistas da Universidade de Delaware testam sensores instalados nos animais. A tecnologia permite coletar dados do oceano enquanto eles se deslocam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dispositivos instalados nos tubar\u00f5es registram diferentes caracter\u00edsticas da \u00e1gua durante os mergulhos. Entre as informa\u00e7\u00f5es coletadas est\u00e3o temperatura, profundidade e condutividade el\u00e9trica. Esse \u00faltimo dado ajuda a estimar a salinidade presente no oceano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Animais funcionam como sensores m\u00f3veis<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrat\u00e9gia aproveita o deslocamento natural dos animais para ampliar a coleta de informa\u00e7\u00f5es. Segundo os pesquisadores, os tubar\u00f5es podem alcan\u00e7ar \u00e1reas dif\u00edceis de monitorar continuamente por m\u00e9todos tradicionais. Algumas esp\u00e9cies tamb\u00e9m retornam \u00e0 superf\u00edcie com frequ\u00eancia suficiente para transmitir dados aos sat\u00e9lites.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A t\u00e9cnica n\u00e3o foi criada especificamente para tubar\u00f5es. Sensores semelhantes j\u00e1 s\u00e3o utilizados h\u00e1 anos em outros animais marinhos. Elefantes-marinhos, por exemplo, s\u00e3o empregados em pesquisas oceanogr\u00e1ficas realizadas em regi\u00f5es polares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Calor do oceano influencia furac\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto da Universidade de Delaware busca principalmente informa\u00e7\u00f5es sobre a camada superior do oceano. Os pesquisadores est\u00e3o interessados no conte\u00fado de calor da chamada camada mista. Essa regi\u00e3o tem papel importante na energia dispon\u00edvel para os sistemas tropicais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a camada superficial apresenta temperaturas mais elevadas, existe maior quantidade de calor dispon\u00edvel para alimentar um furac\u00e3o. Por isso, conhecer essas condi\u00e7\u00f5es pode ajudar os cientistas a avaliar como uma tempestade pode evoluir. Os dados tamb\u00e9m podem alimentar modelos oceanogr\u00e1ficos, atmosf\u00e9ricos e clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6145\" srcset=\"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash-750x500.jpg 750w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash-1140x760.jpg 1140w, https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gerald-schombs-LotoIFYVn6Q-unsplash.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Gerald Sch\u00f6mbs \/ Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados podem melhorar os modelos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As etiquetas representam uma mudan\u00e7a no uso dos tubar\u00f5es em pesquisas cient\u00edficas. Tradicionalmente, o monitoramento desses animais se concentrava em descobrir seus deslocamentos e habitats. Agora, os pesquisadores querem aproveitar tamb\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es ambientais registradas durante esses movimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas selecionam esp\u00e9cies capazes de fornecer medi\u00e7\u00f5es relevantes para o estudo das tempestades. A prefer\u00eancia \u00e9 por animais que frequentem regi\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 superf\u00edcie. Isso aumenta a possibilidade de os sensores transmitirem os dados coletados diretamente para sat\u00e9lites.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tubar\u00f5es est\u00e3o sendo usados por pesquisadores para obter informa\u00e7\u00f5es que podem melhorar a compreens\u00e3o sobre furac\u00f5es. Cientistas da Universidade de Delaware testam sensores instalados nos animais. A tecnologia permite coletar dados do oceano enquanto eles se deslocam. 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