{"id":13296,"date":"2026-10-27T05:30:00","date_gmt":"2026-10-27T08:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/?p=13296"},"modified":"2026-10-26T22:24:03","modified_gmt":"2026-10-27T01:24:03","slug":"cientistas-chegam-a-conclusao-de-que-a-lua-encolheu-quase-50-metros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/cientistas-chegam-a-conclusao-de-que-a-lua-encolheu-quase-50-metros\/","title":{"rendered":"Cientistas chegam a conclus\u00e3o de que a Lua encolheu quase 50 metros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sat\u00e9lite natural da Terra, a Lua, sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 45 metros. Essa mudan\u00e7a alterou suas dimens\u00f5es totais, e esse fen\u00f4meno geol\u00f3gico ocorreu ao longo de um per\u00edodo situado entre 400 a 800 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As evid\u00eancias dessa altera\u00e7\u00e3o estrutural foram confirmadas ap\u00f3s an\u00e1lise detalhada de imagens captadas pela LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter). O levantamento apontou a exist\u00eancia de mais de 10.000 falhas geol\u00f3gicas espalhadas por toda a superf\u00edcie lunar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cientistas analisam os processos de contra\u00e7\u00e3o da Lua<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perda constante de calor interno \u00e9 a causa prim\u00e1ria dessa mudan\u00e7a f\u00edsica, fazendo com que o interior da Lua diminua de volume. Como resultado, a crosta r\u00edgida sofre compress\u00e3o intensa, acumulando tens\u00f5es que provocam o surgimento de novas rachaduras ou eleva\u00e7\u00f5es no solo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resfriamento gradual mant\u00e9m a evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica do sat\u00e9lite ativa mesmo ap\u00f3s eras. Diferente do nosso planeta, onde placas tect\u00f4nicas movem a crosta, a Lua mant\u00e9m uma estrutura rochosa \u00fanica e cont\u00ednua que responde diretamente \u00e0s tens\u00f5es t\u00e9rmicas profundas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos na atividade s\u00edsmica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sismos lunares surgem como uma consequ\u00eancia direta do deslocamento nessas falhas geol\u00f3gicas recentemente mapeadas. O movimento das rochas, ao liberar a press\u00e3o acumulada na crosta, gera vibra\u00e7\u00f5es que podem ocorrer em diversas \u00e1reas, independentemente de limites tect\u00f4nicos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estimativas indicam um encolhimento do raio lunar na faixa de seis a onze cent\u00edmetros a cada milh\u00e3o de anos. Embora essa transforma\u00e7\u00e3o seja lenta demais para ser sentida por seres humanos, ela demonstra que o astro ainda possui dinamismo interno significativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thomas R, e watters, pesquisador do Museu Nacional do Ar e do Espa\u00e7o do Smithsonian, liderou o estudo publicado no <em>The Planetary Science Journal<\/em> em 14 de outubro. O monitoramento cont\u00ednuo feito pela LRO desde junho de 2009 garante dados precisos sobre essas mudan\u00e7as estruturais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sat\u00e9lite natural da Terra, a Lua, sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 45 metros. 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