{"id":12262,"date":"2026-10-19T05:00:00","date_gmt":"2026-10-19T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/?p=12262"},"modified":"2026-10-16T19:33:46","modified_gmt":"2026-10-16T22:33:46","slug":"formula-1-vai-voltar-ao-continente-africano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcruzeiro.com.br\/tendencias\/formula-1-vai-voltar-ao-continente-africano\/","title":{"rendered":"F\u00f3rmula 1 vai voltar ao continente africano"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A F\u00f3rmula 1 confirmou o retorno ao continente africano ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de aus\u00eancia, com um novo Grande Pr\u00eamio em Ruanda. O novo aut\u00f3dromo ser\u00e1 introduzido no calend\u00e1rio da categoria em alguns anos, com prazo m\u00ednimo estabelecido para 2030.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pista ter\u00e1 constru\u00e7\u00f5es inspiradas na cultura local e vai aproveitar o relevo natural da regi\u00e3o, prometendo um tra\u00e7ado \u00fanico. Algumas caracter\u00edsticas do circuito j\u00e1 foram divulgadas ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nova pista em Ruanda, um passo para a f\u00f3rmula 1<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O circuito ser\u00e1 constru\u00eddo em Bugesera, distrito a 40 quil\u00f4metros da capital, Kigali, na regi\u00e3o Leste de Ruanda. O aut\u00f3dromo ficar\u00e1 pr\u00f3ximo ao novo Aeroporto Internacional de Kigali, com abertura prevista para o in\u00edcio de 2028.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alexander Wurz, ex-competidor da F\u00f3rmula 1, lidera a Wurz Designs, que trabalha junto \u00e0 Tilke Engineering, de Hermann Tilke, na elabora\u00e7\u00e3o do tra\u00e7ado. Este \u00faltimo j\u00e1 projetou muitas das pistas atuais da F1, desde o tradicional circuito de Spielberg, na \u00c1ustria, at\u00e9 o de Las Vegas, inaugurado em 2023.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tra\u00e7ado e caracter\u00edsticas do circuito<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alexander Wurz explicou que o desenho da pista em Bugesera usar\u00e1 o relevo local, com duas colinas e um lago. Para obter um desenho exclusivo, os respons\u00e1veis preferiram aproveitar o terreno natural em vez de seguir com o plano inicial de um tra\u00e7ado urbano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A possibilidade de um circuito de rua foi objeto de discuss\u00f5es, juntamente com a realoca\u00e7\u00e3o para outro lugar. Ao tomar conhecimento e depois testemunhar o desenvolvimento em Bugesera, com suas encostas e lagos, Wurz afirmou: &#8220;pessoal, s\u00f3 tem um local onde esse circuito deveria estar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele acrescentou que o objetivo \u00e9 viver &#8220;uma paisagem africana de Ruanda perfeita&#8221; com as subidas e descidas do local. Com 17 curvas e trajeto anti-hor\u00e1rio, a pista de 6 quil\u00f4metros teve detalhes t\u00e9cnicos revelados, apesar do layout total permanecer em segredo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O circuito ter\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o de eleva\u00e7\u00e3o de 197 metros em uma \u00fanica volta. O site &#8220;The Race&#8221; informou que uma das retas do tra\u00e7ado ter\u00e1 uma eleva\u00e7\u00e3o superior \u00e0 famosa subida da Eau Rouge, em Spa-Francorchamps.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros destaques incluem curvas inclinadas, semelhantes \u00e0s encontradas em Zandvoort, na Holanda, e no Madring, na Espanha. Para favorecer ultrapassagens e freadas bruscas, o tra\u00e7ado contar\u00e1 com uma reta extensa de mais de 1 quil\u00f4metro, segundo Hermann Tilke.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aproxima\u00e7\u00e3o dos espectadores para bem perto \u00e9 algo que podemos fazer. Devido \u00e0 grande quantidade de eleva\u00e7\u00f5es e inclina\u00e7\u00f5es acentuadas, o tra\u00e7ado da pista certamente ser\u00e1 muito apreciado pelos pilotos. Segundo o arquiteto, os visitantes ter\u00e3o um percurso \u00e1gil, cont\u00ednuo e bem conectado ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Altitude e impacto nos carros<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido aos 1.500 metros de altitude do terreno em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do mar, o fator clim\u00e1tico ter\u00e1 impacto determinante em Ruanda. Este dado far\u00e1 de Ruanda a segunda pista mais alta do calend\u00e1rio da F\u00f3rmula 1, ficando atr\u00e1s apenas do Aut\u00f3dromo Hermanos Rodr\u00edguez, no M\u00e9xico, situado a 2.250 metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As condi\u00e7\u00f5es de ar rarefeito em altas altitudes influenciam o desempenho dos motores e diminuem a ader\u00eancia dos pneus. Isso significa que as caracter\u00edsticas do local podem trazer desafios \u00fanicos e imprevis\u00edveis para as equipes e pilotos durante as corridas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A F\u00f3rmula 1 confirmou o retorno ao continente africano ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de aus\u00eancia, com um novo Grande Pr\u00eamio em Ruanda. 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