Turismo

Turista com deficiência já pode fazer trilhas

Cadeiras são frutos de uma iniciativa proposta pela ONG “Montanha Para Todos”
Turista com deficiência já pode fazer trilhas
Juliettis permitem a cadeirantes conhecer parques nacionais. Crédito da foto: Divulgação

“Agora tem como a gente fazer parte de todas as trilhas do Parque”. Foi com essas palavras que Lucas Santos, portador de deficiência motora, agradeceu em um vídeo em uma rede social, a oportunidade de conhecer o Parque Estadual da Ibitipoca, em Minas Gerais. No final de janeiro, a reserva inaugurou duas cadeiras chamadas Juliettis, que permitem às pessoas portadoras de deficiência aproveitarem todas as belezas que o circuito Janela do Céu, Roteiro das Águas e Pico do Pião proporcionam.

As cadeiras são frutos de uma iniciativa proposta pela ONG “Montanha Para Todos”, que está presente em cerca de 26 destinos de 14 Estados do País. Guilherme Cordeiro, um dos organizadores do projeto, destaca que a ideia surgiu após uma doença que acabou afetando a mobilidade de sua esposa. A partir daí, ele passou a observar a necessidade que outras pessoas tinham em conhecer lugares de difícil acesso.

Leia mais  Turismo na natureza lidera a preferência dos viajantes

A Julietti é uma cadeira com uma única roda, que facilita a entrada desses turistas a ambientes de difícil acesso e proporcionam a portadores de deficiência uma experiência única para aproveitar a natureza. O equipamento, que é conduzido por dois puxadores, possui um banco com cinto de segurança, garantindo comodidade ao visitante.

Além do Parque Estadual da Ibitioca, o País possui outros destinos que são referência para o turismo acessível. Socorro (SP), a 200 km de Sorocaba, é considerado um dos melhores lugares para pessoas com mobilidade reduzida. Por meio do projeto “Socorro Acessível”, os turistas que por lá passam contam com sinalização tátil, elevadores, rampas e barras nos pontos turísticos.

O Bosque da Ciência, localizado em Manaus (AM), oferece visitas autoguiadas para deficientes auditivos. O turista surdo recorre ao Giulia, um aplicativo para smartphones que faz a leitura em Libras dos QRCodes dos pontos turísticos. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, e as Cataratas do Iguaçu, no Paraná, também possuem estruturas especiais para deficientes de vários tipos. (Da Redação, com informações de Ministério do Turismo)

Comentários