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Atacama: Um deserto diferente de todos os outros

Região ao norte do Chile encanta visitantes por conta dos picos nevados, lagoas, salinas e cânions
Um deserto diferente de todos os outros
Lagos, vulcões, picos nevados e gêiseres fazem parte do cenário. Crédito da foto: Wikimedia Commons

Quer conhecer um lugar único no planeta sem precisar sair do continente? Se você gosta de aventuras e não se intimida diante de desafios, uma opção é o Deserto de Atacama. Apesar da denominação, a região localizada no norte do Chile encanta os visitantes por conta dos picos nevados, lagoas de águas coloridas, salinas quilométricas, profundos cânions por onde correm rios e crescem pomares, vulcões, vilarejos e ruínas de construções incas.

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Ocupando uma faixa de 200 quilômetros entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, Atacama separa dois cenários antagônicos: de um lado, praias, de outro, picos que podem chegar a 5 mil metros de altitude. A diversidade ambiental tem explicação na formação da cordilheira, há mais de 30 milhões de anos, por meio do choque de placas tectônicas. Assim, muitos dos seus picos, que já estiveram no fundo do mar, levaram água salgada para as alturas. A evaporação se encarregou de criar grandes lagos de puro sal. O vulcão Lascar — ainda ativo — e seus famosos gêiseres, como os do El Tatio, são outras consequências dessa gênese.

A exploração do lugar começa, geralmente, por San Pedro de Atacama. Na cidade de cerca de 6 mil habitantes e ruas de terra, fica o Museu Arqueológico Padre Le Paige, que guarda cerâmicas, tecidos e múmias, além de arte sacra. Tem ainda a Igreja de San Pedro construída pelos colonizadores espanhóis no século 16. É possível chegar ao local de avião e ônibus, a partir de Santiago, se hospedar em pousadas ou “residenciales” (casas de moradores que alugam quartos) e conhecer as redondezas de bike, como fazem os mochileiros europeus que chegam aos grupos.

Quem pode investir mais no passeio tem a alternativa de contratar pacotes com as várias agências especializadas da região, alugar um carro e aproveitar a comodidade dos vários hotéis e pousadas charmosas disponíveis. Nessa categoria se encaixam casais do mundo inteiro em busca de lugares românticos para curtir bons momentos a dois.

Longe das mordomias

A exploração quase sempre exige fôlego extra do turista acostumado a mordomias. Porém, todos os que deixam Atacama garantem que o esforço vale a pena. As atrações estão sempre há alguns quilômetros de distância, o que significa levantar cedo e fazer deslocamentos de mais de duas horas em estradas nem sempre asfaltadas, pontilhadas de pedras e, em muitos casos, recobertas de sal. Além da paisagem deslumbrante, uma das recompensas, no final de cada incursão, pode ser um banho relaxante em piscinas naturais e aquecidas.

O melhor horário para visitar os gêiseres é antes do nascer do sol. Só é preciso subir as encostas do vulcão Lascar para apreciar as colunas de fumaças erguendo-se a mais de 4 mil metros de altitude. Essas ocasiões também são ideais para apreciar as montanhas em duplicata, refletidas nas lagoas que as chuvas formam nas rochas escavadas. Os lagos mais visitados são Miñiques e Miscanti, ambos com margens arenosas, como se fossem praias. Outras lagoas são coloridas como a Laguna Blanca, Laguna Verde e a famosa Laguna Colorada que abriga famílias de flamingos vermelhos. A cor diferenciada se deve aos minérios de origem vulcânica presentes na água. (Da Redação, com internet)

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