Carros clássicos ganham espaço como alternativa de investimento

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Ford Mustang Boss 429 foi lançado em 1969

Os carros clássicos vêm conquistando espaço nas carteiras de investidores de alta renda ao lado de ativos como obras de arte, relógios de luxo, joias e vinhos raros. A tendência é apontada pelo Knight Frank Wealth Report, levantamento anual que analisa o comportamento patrimonial das grandes fortunas no mundo. O movimento é conhecido como "investimento experiencial", no qual o bem adquirido alia potencial de valorização financeira à possibilidade de uso e apreciação pelo proprietário.

Segundo o empresário Mário Augusto de Castro, uma das principais características desses ativos tangíveis é a menor exposição à volatilidade típica dos mercados financeiros. Diferentemente de ações e títulos de renda fixa, os carros clássicos não possuem cotação diária e seu valor depende de fatores como raridade, originalidade, estado de conservação e demanda entre colecionadores especializados. Para ele, essa menor liquidez pode representar uma vantagem, ao reduzir a influência das oscilações de curto prazo.

O empresário destaca ainda que os veículos clássicos apresentam um diferencial em relação a outros itens de coleção por combinarem apelo internacional e possibilidade de utilização. Um modelo raro pode despertar interesse de compradores em diferentes países e, ao mesmo tempo, proporcionar ao proprietário a experiência de dirigir e participar de eventos automotivos, algo que não ocorre da mesma forma com obras de arte ou vinhos mantidos em coleções.

Embora mercados como Estados Unidos e países da Europa já contem com índices específicos, casas de leilão especializadas, gestoras e até fundos de investimento voltados para supercarros de marcas como Ferrari, Bugatti e Maserati, essa estrutura ainda está em desenvolvimento no Brasil. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)