Projeções indicam aumento de 10% nas vendas de motos

Por Cruzeiro do Sul

Fenabrave calcula 5,25 milhões de unidades emplacadas, representando alta de 6,1% sobre 2025

 

O maior avanço de vendas de veículos em um estudo projetado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) deve ser, novamente, liderado pelo segmento de motocicletas, para o qual a entidade projeta um crescimento de 10% em 2026, atingindo a marca de 2.416.980 unidades emplacadas no Brasil. O segmento continuará sendo beneficiado pelos serviços de entregas e pela opção de transporte individual. Em 2026, haverá ainda mais emplacamentos de duas rodas, considerando que as motonetas, de até 50 cilindradas passam a ser emplacadas.

“Como esse emplacamento obrigatório será retroativo às usadas, haverá, inicialmente, um aumento muito mais acentuado nos primeiros meses do ano”, destaca Arcelio Junior.

Para automóveis e comerciais leves, as projeções apontam para um aumento equivalente ao estimado para 2025: 3% de expansão, totalizando 2.625.912 unidades emplacadas. Na visão do Presidente da Fenabrave, se as taxas de juros forem reduzidas e a Lei do Marco das Garantias for, efetivamente, implementada, haverá maior e melhor oferta de crédito para financiamentos. “Além disso, o Programa Carro Sustentável, que reduziu IPI para modelos específicos de entrada, mostrou o positivo impacto nas vendas e poderia favorecer os demais segmentos de automóveis, de maior volume, se ampliado em 2026, para todos os modelos”, declarou Arcelio Junior.

Para o segmento de caminhões, que amargou queda acentuada em 2025, as estimativas da Fenabrave estão mais otimistas em 2026, quando se espera um volume de 114.752 caminhões emplacados, numa expansão de 3,5%. Segundo o Presidente da Fenabrave, “o Move Brasil, programa de renovação de frota de caminhões, anunciado pelo Governo Federal, e que teve apoio da Fenabrave, deve aportar R$10 bilhões, até junho, para o financiamento subsidiado de caminhões, a taxas entre 13% e 14% a/a, o que pode impulsionar o setor, além da expectativa de redução da Taxa Selic, até o final do ano, e da boa safra agrícola, para grãos, estimulando as vendas do segmento”. (Da Redação)