Por que cadeirinha de bebê deve ser prioridade?

Por Cruzeiro do Sul

Item é uso obrigatório no Brasil para crianças de até 7 anos de idade ou com menos de 1,45 metro de altura

Item de uso obrigatório no Brasil para transporte de crianças de até 7 anos de idade ou com menos de 1,45 metro de altura — conforme determina a Resolução 277 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) — a cadeirinha automotiva é a melhor ferramenta para prevenção contra danos graves em situações de acidente com criança dentro do carro. Como envolve a segurança do pequeno passageiro, é fundamental entender quais são os tipos de cadeirinhas projetadas para cada idade.

Transportar criança menor de 7 anos sem a cadeirinha adequada é considerado infração gravíssima, segundo o artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e as regras da Lei da Cadeirinha (Resolução Contran nº 819/2021). Quem descumpre a legislação está sujeito à multa de R$ 293,47, mais a adição de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até a regularização da situação.

Apesar da importância desse acessório de segurança, na prática, a cadeirinha de bebê automotiva ainda figura como uma “compra obrigatória para evitar multa”, como comenta a especialista no assunto, Regina Manasieva, da ABC Design. “Infelizmente, ainda é muito comum ver pais mais preocupados com itens ligados à moda e beleza infantil do que realmente atentos ao que há de mais seguro para transportar seu bebê no automóvel”. Um comportamento preocupante, ainda mais quando pesquisas internacionais revelam que um bebê chega a passar, em média, mais de 2.000 horas na cadeirinha durante os primeiros anos de vida, tempo equivalente a 83 dias completos.

No Brasil, a certificação Inmetro é obrigatória para comercialização de cadeirinhas automotivas, porém, o que muitos consumidores desconhecem é que existem padrões internacionais mais rigorosos, como é o caso da certificação i-Size, norma europeia considerada padrão Ouro Mundial, conforme explica Regina. “O i-Size exige testes adicionais, como os de impacto lateral, situação que representa 25% dos acidentes graves envolvendo crianças, mas que ainda não é exigido pelas normas brasileiras”.

Embora o mercado brasileiro ofereça opções por preços mais acessíveis e que atendem às normas nacionais, Regina Mansieva chama a atenção para os riscos de priorizar apenas o preço. “Um acidente não avisa, e quando acontece, a diferença entre uma cadeirinha que passou em testes básicos e a outra certificada por órgãos europeus pode ser, literalmente, o ponto decisivo para salvar a vida de uma criança”.

A especialista lista 5 dicas para a compra das cadeirinhas:

1. Certificações internacionais: produtos com selo i-Size passaram por testes mais rigorosos, incluindo impacto lateral e uso prolongado contra o sentido da marcha.

2. Sistema de fixação: cadeirinhas premium oferecem tripla ancoragem (Isofix + Top Tether + ancoragem frontal), o que proporciona estabilidade superior em comparação com os sistemas de dois pontos.

3. Tecnologia de absorção de impacto: proteções laterais testadas em laboratórios europeus (como o sistema SPS - Side Protection System) oferecem segurança comprovada, não apenas teórica.

4. Conforto térmico e ergonomia: tecidos com tecnologia antiaquecimento e sistemas de ventilação fazem diferença para o bem-estar da criança durante viagens longas.

5. Durabilidade baseada em altura: modelos que consideram a estatura da criança (até 150 cm), e não apenas o peso, garantem uso seguro por mais tempo. (Da Redação)