Ford Ranger Black, uma picape média boa para andar no asfalto

Versão é a opção mais barata da linha Ranger no Brasil

Por Cruzeiro do Sul

O motor utilizado na versão é o Panther 2.0 turbodiesel de 170 cavalos de potência e 41,2 kgfm de torque

A Ranger Black foi pensada para quem procura por uma picape para usar em ambiente urbano, mais como carro de passeio e da família, e não necessariamente por seus atrativos de utilitário para o trabalho. E como tem a assinatura black, traz como diferencial um pacote visual escurecido, o Bolder Gray, representado pelo tom cinza nas maçanetas, para-choques, estribos, rodas, espelhos retrovisores e no santântonio. E como pode notar pelas fotos que ilustram a matéria, apesar do nome, a Ranger Black conta com outras cores para a carroceria, como a branca, mas devidamente equipada com os itens escurecidos.

Já dentro da cabine, aí sim, a assinatura Black é levada ao pé da letra, com tudo escurecido: revestimento do teto, bancos em tecido com partes em laminado sintético, revestimentos das portas, painel frontal com vários detalhes em cinza brilhante, fechando um bonito contraste visual. A Ranger Black ainda conta com outro detalhe mais exclusivo na cabine, a inscrição “So long as it’s black” (desde que seja preto, em tradução direta do inglês). Trata-se de uma frase famosa de Henry Ford, fundador da marca, utilizada por ele quando se referia ao modelo Ford T, que era produzido sempre na cor preta. Na Ranger, a frase foi posicionada estrategicamente na lateral do encosto do passageiro dianteiro, ou seja, voltada exclusivamente para o motorista.

Um dos pontos de destaque da nova geração da Ranger, a tela multimídia na vertical, é item de série na versão Black também, mas é um pouco menor, de 10 polegadas. O painel de instrumentos é digital e, assim como o multimídia, tem tamanho reduzido em relação às versões superiores, de 8 polegadas. Saindo disso, entramos mais a fundo na proposta criada para essa versão e que merece ser explicada para os interessados em levar uma Ranger com preço menor para casa. O motor utilizado na versão é o Panther 2.0 turbodiesel de 170 cavalos de potência e 41,2 kgfm de torque, e não o 3.0 V6, a transmissão é automática de seis velocidades e, ponto importante: a tração é sempre 4x2 e traseira. Ou seja, diferente das versões preparadas para o trabalho pesado ou para trilhas radicais na terra, ela não oferece tração 4x4 com reduzida e bloqueio de diferencial.

Esse é um dos pontos que permitiram à Ford oferecer uma opção com preço menor dentro da linha Ranger, e que pode garantir ainda custo mais baixo de manutenção e ajuda a reduzir o consumo, porque deixou a picape mais leve. De qualquer forma, nem pense que o 2.0 turbodiesel de 170 cavalos é fraco para a Ranger Black, pois oferece força suficiente para a picape carregar uma tonelada de carga na caçamba, assim como as demais picapes médias do mercado. E pensando que a proposta é atender quem não pretende usar a Ranger Black no trabalho, dá para considerar que até sobra força para a picape. Quanto ao comportamento geral de uso no dia a dia, esse motor tem trabalho silencioso para um modelo diesel, e com a boa característica de responder rápido em baixas rotações, o que gera maior conforto. Em ambiente urbano, a Ranger Black acaba sendo mais amigável, pois o peso menor torna a condução agradável, e agrada bastante também na estrada.

No quesito segurança, a oferta é um pouco enxuta, deixando de fora os sistemas de assistência à condução, mas sem comprometer a entrega de itens fundamentais e esperados para um modelo desse porte e faixa e preço. Para finalizar, é preciso lembrar que a versão Black tem a mesma moderna plataforma da nova Ranger, o que já a deixa à frente da maioria das concorrentes diretas que ainda não receberam nova geração. Por isso, é uma opção interessante frente, por exemplo, à Fiat Toro, que tem preço próximo e motor até um pouco mais forte, mas sem o espaço disponível na Ranger, em especial, na caçamba, que é de uma autêntica picape média.

Preço Ford Ranger Black 2.0 4x2 AT

R$ 238.900,00