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Zoo Quinzinho é lar de diversos animais idosos

Primatas, hipopótamos, elefantes e pelicanos estão entre os velhinhos
Zoo Quinzinho é lar de diversos animais idosos
Sandro e Haisa moram no Quinzinho desde que foram resgatados de um circo. Crédito da foto: Divulgação / Secom Sorocaba

Assim como os seres humanos, o ciclo de vida dos animais passa pelas fases de infância, adolescência, juventude e velhice. O Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” abriga alguns animais considerados idosos. Os integrantes desse time da terceira idade são o casal de elefantes asiáticos, Sandro e Haisa; o chimpanzé Black; três pelicanos; os hipopótamos Yudi e Iara; e a Mel, fêmea de mandril.

Sandro e Haisa foram acolhidos após serem resgatados de um circo. Ambos já chegaram em uma idade considerada avançada para a espécie, e desde então, recebem os cuidados médicos apropriados, tentando deixá-los o mais próximo possível da vida livre.

Na natureza estima-se que um elefante possa viver em média 40 anos, e em cativeiro 60, pois nesta condição a expectativa de vida é sempre maior, já que os animais têm acompanhamento diário, cuidados médicos, alimentação controlada para evitar obesidade, e não tem predadores. Haisa tem aproximadamente 60 anos e o Sandro, estima-se 45, ultrapassando a expectativa de idade em vida livre na natureza.

Outro casal de idosos que chamam a atenção do público que passeia pelo parque é Yuri e Iara. Os hipopótamos são animais semiaquáticos cuja espécie, em conjunto com os elefantes e os rinocerontes, são os únicos sobreviventes da categoria de mamíferos chamada de mega-herbívoros. Yuri e Iara têm cerca de 40 anos cada um, e já tiverem 13 filhos juntos que foram cedidos, emprestados ou trocados com outros zoológicos do Brasil, contribuindo com a preservação da espécie.

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Zoo Quinzinho é lar de diversos animais idosos
Outro casal de idosos são os hipopótamos Yuri e Iara. Crédito da foto: Divulgação / Secom Sorocaba

Um animal idoso está mais vulnerável a doenças por conta da própria idade, como, por exemplo, as artroses, problemas renais, problemas degenerativos, problemas no coração, diabetes e o câncer “Nós trabalhamos e cuidamos para que o animal possa viver muito tempo e sempre com bem-estar, porque não basta só viver, é preciso viver com qualidade”, comenta o médico veterinário responsável pelo zoo, André Costa.

A macaca africana, muito querida pela equipe do zoo que a apelidaram de Mel, da raça mandril espécie com a face colorida, que ficou famosa pelo filme “O Rei Leão”, é uma idosa de 45 anos e tem diabetes. Com isso, ela precisa tomar insulina todos os dias.

Ainda sobre primatas, outro querido do zoo é o chimpanzé Black, um senhor que está por volta dos seus 60 anos, idade bem avançada para um chimpanzé até mesmo em cativeiro, que chegou no zoo na fase adulta e já teve duas esposas.

Desde 1991 o zoo também é lar de três pelicanos, animais que têm uma característica especial única: uma grande bolsa sob o bico. Os pelicanos vivem em média 20 anos em vida livre e já estão há 40 em cativeiro. Estima-se que cada um deles tenha por volta de 40 anos.

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O zoológico de Sorocaba é administrado pela Prefeitura, por meio da Secretária de Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema). Seus funcionários trabalham diariamente para manter a saúde de aproximadamente 1.200 animais de 300 espécies, entre anfíbios, répteis aves e mamíferos.

Muriqui é uma espécie ameaçada

Zoo Quinzinho é lar de diversos animais idosos
O Muriqui é o maior primata das Américas e símbolo do Quinzinho. Crédito da foto: Zaquel Proença / Secom Sorocaba

Com cerca de 1.200 animais de 300 espécies, o Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” possui algumas raridades. Uma delas possui um significado especial para o zoo: o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides). Símbolo do logo da instituição sorocabana, que completa 50 anos no dia 20 de outubro, o muriqui é uma das espécies de macaco mais ameaçada de extinção do mundo, com uma população total estimada em 1.300 indivíduos, de acordo com a IUCN (International Union for Conservation of Nature).

Considerado o maior primata das Américas, o muriqui-do sul, também conhecido como mono-carvoeiro, é encontrado somente na Mata Atlântica. A destruição do habitat natural, a baixa taxa de reprodução da espécie e a caça são responsáveis pelo quase desaparecimento do muriqui na natureza.

O biólogo Marcos Tokuda conta que no mundo apenas três zoológicos têm muriqui-do-sul em seu plantel: o de Sorocaba, São Paulo e Curitiba. No “Quinzinho” são cinco habitantes da espécie, sendo que um deles nasceu no final do ano passado no parque. O animal mais velho é a Mona, que chegou no zoo em 2003 ainda filhote, oriunda de resgate. Tokuda explica que Mona foi encontrada filhote sozinha no chão da mata, aparentemente abandonada pela mãe. “A Mona é um xodó, porque foi a primeira muriqui do “Quinzinho”.

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“Temos um cuidado em fazer com que eles se sintam em seu habitat”, diz o biólogo. Para os muriquis a alimentação é separada em folhas e frutos por serem uma espécie vegetariana.

O nome mono-carvoeiro foi dado porque o animal possui as mãos, os pés e a cauda pretos, assim como as pessoas que trabalham em minas de carvão. Pode medir em torno de 1m60, chegando até 15 quilos, com estimativa de vida de 35 anos. Uma das características marcantes dos muriquis-do-sul é o demorado abraço grupal. Na natureza vivem em grupos grandes e unidos.

“A espécie é conhecida como o povo manso da floresta, graças a seus hábitos solidários e de permanência em grupo. São animais tranquilos entre eles, ao contrário das outras espécies de macacos que têm uma hierarquia de dominância do grupo. Os muriquis não brigam entre eles e as demonstrações de afeto são comuns entre indivíduos de qualquer sexo ou idade”, conclui Marcos. (Da Redação com informações de Secom Sorocaba)

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