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Xixi fora de lugar pode ser incontinência de seu pet

Mais comum em cães mais velhos, doença pode levar anos para ser diagnosticada
Xixi fora de lugar pode ser incontinência
Tutor deve ficar atento a mudanças de hábitos do animal que, por conta do problema, pode passar a urinar em locais inadequados. Crédito da foto: Divulgação

Se você tem um cachorro em casa sabe que são muitos os truques para ajudá-lo a fazer xixi no lugar certo, não é? As medidas vão desde o uso de produtos, que, por meio do olfato, estimulam o animal a urinar no mesmo espaço, até artifícios de recompensa pelo bom comportamento que são dados quando o pet “acerta” o local de fazer xixi.

Há aqueles que recorrem a um adestrador, o que é útil em muitos casos. No entanto, alguns cães insistem em urinar no local errado, o que dificulta a higiene não só da casa, como também do próprio pet.

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O que muitos não sabem, porém, é que esse hábito inadequado pode ser sintoma de incontinência urinária, uma doença que, apesar dos inconvenientes, pode e deve ser tratada.

Por conta do desconhecimento, o diagnóstico da incontinência urinária em cães pode levar anos. Muitos animais acabam sendo doados ou abandonados, já que o tutor não sabe lidar com os inconvenientes trazidos pela doença.

“Além de comprometer o convívio com a família, a incontinência urinária faz com que o animal fique predisposto a outros problemas, como infecções gênito-urinárias, que são lesões de pele nos locais onde a urina escorre e miíase (conhecida popularmente como bicheira)”, afirma Silvana Badra, médica-veterinária.

Nos mais velhos

Comum em animais mais velhos, a incontinência urinária pode ser causada por uma série de fatores. Animais que sofrem com infecção urinária, cálculos, distúrbios hormonais e doenças na próstata também podem apresentar o problema.

De acordo com Silvana, ao notar uma resistência contínua do animal em urinar no local correto, procure um médico-veterinário.

O problema pode desenvolver-se após a castração, já que o procedimento pode aumentar as chances de o animal, principalmente fêmeas, desenvolver incontinência urinária.

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Tanto é que alguns levantamentos mostram que uma a cada cinco fêmeas castradas apresentam o problema ao longo da vida. Silvana explica que isso acontece em uma parcela dos animais castrados, devido à queda dos níveis do hormônio estrogênio.

Por outro lado, a veterinária reforça que “a castração não deve deixar de ser realizada por isso. Já que o procedimento é benéfico sob vários aspectos para a saúde dos pets, além do controle reprodutivo.”

Atenção aos sinais

Para identificar o problema, cabe ao tutor observar mudanças no hábito de urinar do animal. Como, por exemplo, se ele passa a urinar na casinha e em outros ambientes de repouso, comportamento que não é normal em um pet saudável.

“A incontinência pode fazer com que o cachorro não ‘segure’ a urina ao dormir. Por isso, os pets que têm o problema costumam ter recorrentemente a cama molhada ou cheiro de urina”, ressalta a especialista.

Um erro muito comum dos tutores que notam a incontinência urinária no seu pet é a redução da oferta de água. Assim como para nós, a água é importante para a hidratação e saúde geral e não deve ser restringida em hipótese alguma. Inclusive, a partir da observação de seu consumo, o tutor junto ao médico-veterinário pode identificar outros problemas de saúde, como o diabetes.

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Tratamento

Há várias causas para a incontinência urinária, e, portanto, o animal deve receber o tratamento mais indicado para seu caso específico.

“Hoje já existe no mercado um medicamento seguro e eficaz para a incontinência urinária hormônio dependente”. Aquela relacionada com a castração em fêmeas, evitando o desconforto no animal, destaca Silvana Badra. Somente o médico-veterinário pode avaliar qual a melhor solução. (Da Redação)

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