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Santa Casa foi a primeira a ter comissão especializada em transplantes

Com início oficial em 2004, surgiu diante de uma situação inusitada
Santa Casa foi a primeira a ter comissão especializada
A Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes (CIHT) da Santa Casa nasceu em 2004. Crédito da foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS (26/7/2018)

A Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes (CIHT) da Santa Casa de Sorocaba foi a primeira a ser formada na cidade, com início oficial em 2004 diante de uma situação inusitada. Conforme o atual coordenador da CIHT, médico Luiz Otsubo, uma família demonstrou o interesse em doar os órgãos de um parente e nenhum profissional do hospital sabia direito como proceder. Diante do incômodo, um dos colaboradores conhecia um profissional do Hospital das Clínicas com entendimento no assunto e os integrantes da equipe médica passaram a viajar a São Paulo para passar por treinamentos.

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“Nesse período inicial, o (Hospital) Albert Einstein enviou um ‘professor’ gratuitamente e os colaboradores começaram a fazer pós-graduações”, conta Otsubo. Hoje, segundo ele, a característica principal da Santa Casa não é a de conseguir doadores, mas sim funcionar como um “centro formador” para os profissionais do hospital interessados no assunto. “A gente sabe que a maioria dos casos de acidentes de trânsito com morte encefálica e AVCs hemorrágicos são encaminhados para o CHS. Mas, aqui, a gente preza muito pela divulgação e pelo treinamento de todos os funcionários, com reuniões mensais”, diz. Na equipe, além do coordenador, atuam médicos, enfermeiros e assistentes sociais.

Otsubo admite que, para o futuro (sem prazo determinado), há o desejo de reunir estrutura para tornar possível que transplantes sejam realizados na Santa Casa. E, apesar de reconhecer que ainda existe um tabu acerca do tema, recorda-se de uma história, há mais de cinco anos, em que a doação de alguém foi fundamental para salvar a vida de um ex-delegado que estava no hospital.

“Ele estava com encefalopatia hepática. Entramos em contato com a equipe transplantadora, do Einstein, porque ele precisava receber um fígado em no máximo quatro dias para sobreviver. E conseguiu”, lembra. O quadro da doença, segundo o médico, deixa o paciente sem consciência. Mas, quando o homem retornou à Santa Casa para um evento sobre doação de órgãos, surpreendeu a todos. “Ele veio dar um testemunho. Pediu permissão para ir até a UTI porque dizia que lembrava o nome de cada enfermeiro, médico que cuidou dele. Para a gente, ele estava totalmente fora de si, mas, quando agradeceu, falou o nome de cada um dos funcionários”, conta.

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